Bastante lista nomes de menina

Escolher nomes para meninas entre as centenas de opções existentes nem sempre é uma tarefa fácil, pois trata-se de uma decisão importante e que será para a vida inteira.. Entre as alternativas, encontramos nomes que podem ser mais comuns, originais, estrangeiros ou bíblicos, por exemplo. Por isso, é fundamental refletir bastante antes de decidir o nome da sua pequena. 12/ago/2019 - Explore a pasta 'Lista de nomes para meninas' de Bruna Queiroz no Pinterest. Veja mais ideias sobre Lista de nomes para meninas, Lista de nomes, Nomes. Preparamos uma lista de nomes de menina e de menino com aqueles nomes que estão fazendo sucesso em 2020! Há desde nomes recentes até os clássicos sempre amados. 31 Nomes de Menina em Alta 👧 ⬆️ ⬆️ ⬆️ 1. Betina. Significado: promessa de Deus. Origem: hebraica. Tem coisa melhor que ter uma filha com um nome que significa ... 15/jan/2020 - Explore a pasta 'Lista de nomes para meninas' de Erica Yasmin no Pinterest. Veja mais ideias sobre Lista de nomes para meninas, Lista de nomes, Ideias para caderno de desenho. Nomes femininos que serão tendência em 2020: lista para quem será mãe de menina 14/11/2019 Máscara de vaca é ganhadora de concurso promovido por Damares Alves Olhando para 2020, a tendência é escolher nomes delicados, familiares e de fácil pronúncia para meninas.Confira os nomes de meninas mais esperados para 2020. A decisão sobre o nome perfeito para sua menina é, sem dúvida, uma das mais importantes e, claro, emocionantes que os futuros pais precisam encarar durante os meses que antecedem o nascimento. Lista completa de nomes de meninas. Muitas mamães – e casais, ... Apegar-se a significados e à origem é algo que ajuda bastante nessa escolha. A maioria dos nomes existentes possuem conceitos, podendo ser fatores determinantes para a definição do nome da criança. ... “a sacerdotisa” ou “menina de coro”, “filha do primogênito ... E para quem vai ter uma garotinha, o Significado dos Nomes separou uma lista com 16 nomes curtos de menina, com várias opções para quem ainda está na dúvida de como chamar o bebê. A lista apresenta não apenas nomes curtos de meninas encantadores, mas tem ainda a origem e o significado de cada um deles. Se o seu bebê vai ser uma menina e você ainda não sabe qual o nome vai colocar, confira este guia de 20 nomes de meninas que estão sendo amplamente utilizados em 2018 , e que certamente será uma tendência em 2019. Lista de nomes de meninas . A tendência de lista de nomes de menina para 2019, são curtos e fortes. Nomes curtos estão, cada vez mais, tornando-se tendência.Afinal, são mais fáceis de falar, compreender e escrever! Pensando nisso, fizemos uma lista com os 50 nomes curtos para menina que são belos tanto na sonoridade quanto em seus significados.Confira!

Filmes de/para/com/sobre mulheres

2020.09.06 05:08 Isabelamachiavelli Filmes de/para/com/sobre mulheres

Há alguns meses eu ouvi uma entrevista da Geena Davis, acho que foi no pod do Marc Maron, em que ela comentava do hype em torno de Thelma & Louise, na época do lançamento. Porque foi um puta sucesso de vendas, APESAR de ser um filme sobre mulheres, protagonizado por mulheres... Ela disse que o sentimento geral era de que o filme tinha aberto a caixa de pandora dos filmes femininos, que marcava o fim da hegemonia dos protagonistas masculinos e tal. E que foi um balde de água fria constatar, nos anos seguintes e até agora, que isso nunca chegou a acontecer de verdade.
É claro que tivemos bons filmes de/sobre/para/com mulheres de lá pra cá (e obviamente antes de T&L), mas raríssimos grandes sucessos de bilheteria.
Enfim. Queria compartilhar a dica de alguns excelentes filmes de/sobre/para/com mulheres que assisti esse ano. E comentar que fazia tempo que não via tantos, e tão bons em tão pouco tempo.
The Hunt Esse é um dos meus preferidos deste ano. Parte da polarização política nos EUA: uns nortistas progressistas decidem fazer justiça com as próprias mãos, contra uns sulistas conservadores, negacionistas do clima, essas coisas. Existe um vácuo entre os dois extremos, nenhuma empatia, nenhum diálogo entre eles. Daí muita violência. As protagonistas são a Hillary Swank e aquela menina de Glow, as duas estão ótimas.
Honeyland Esse filme é do ano passado, na verdade. É lindo de morrer. Sobre uma mulher que cultiva abelhas, no interior da Macedônia do Norte, ela mora sozinha com a mãe enferma e idosa, meio que no meio do nada. Uma família de ciganos se muda para o terreno ao lado, e isso agita a rotina delas. É um documentário sobre comunidade, sustentabilidade, sobre o que é ser humano no final das contas. É a coisa mais linda do mundo. Se tiver oportunidade, assista pelo menos este, pode ignorar os outros dessa lista.
Never Rarely Sometimes Always Sobre uma adolescente do interior dos EUA, que precisa fazer um aborto, e vai fazer em uma clínica de NY. Vai ela e uma amiga, numa viagem de ônibus. O filme acompanha a viagem delas, as duas matando o tempo na rodoviária, essas coisas. Tem esse nome porque o questionário padrão da clínica de aborto pergunta pra paciente se ela já passou por tal ou tal situação nunca, raramente, às vezes ou sempre.
Driveways Sobre uma mulher que dirige até a cidade da irmã recém falecida, com o filho pequeno, para colocar a casa da irmã à venda. Quando chega lá, descobre que a irmã era uma acumuladora (hoarder). Elas não eram próximas, em vida, então fica aquele vácuo, de choque e tristeza. O filme não é muito mais do que isso, mas é sensível e delicado pra caramba. Os atores são todos ótimos.
Swallow Esse é difícil. Sobre uma jovem recém casada com um “excelente partido”, a princípio muito empenhada em se adaptar ao papel de esposa. Mas o tédio logo aparece com os dois pés na porta, e a mulher acaba aderindo a uns hábitos bastante extremos - conforme sugere o título. Vou parar por aqui para te poupar de spoilers.
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2020.08.15 19:01 HoBaLoy Descendo para a Toca do Coelho: Um Guia Refinado para as Teorias, Análises, etc de ASOIAF para se Perder Durante a Quarentena

Traduzido diretamente do Guia elaborado por u/BryndenBFish
Aviso: contém trocadilhos e piadas que são mais engraçadas para americanos.
Aviso 2: Contém pequenas modificações para a tradução ficar condizente.
Aviso 3: Contém MASSIVA quantidade de SPOILERS. E, sendo uma tradução, a imensa maioria está em inglês com poucas exceções que já tivemos aqui no Valiria
Descendo para a Toca do Coelho: Um Guia Refinado para as Teorias, Análises, etc de ASOIAF para se Perder Durante a Quarentena
Introdução
Então, você está sentado em casa assistindo novamente The Office pela nona vez na Netflix, tentando se convencer de que foi a maior comédia de todos os tempos (não era). Entre mordidas em Cheetos rançosos de duas semanas, você abre seu celular flip da Motorola, toca no botão do navegador, aguarda 3 minutos para que o aplicativo seja iniciado, digita "Teorias das Crônicas de Gelo e Fogo" no buscador e espera outros 6 minutos para a página carregar e violá, você está dentro.
Mas espere! Há muitas para escolher? Quais são boas?
E é aí que eu entro. Estou aqui para ajudá-lo a se perder.
Embora eu seja um co-apresentador de um podcast e tenha participado de vídeos do YouTube de vez em quando, estou fazendo deste um post somente escrito. (Sinta-se à vontade para postar no youtube ou podcast ou sei lá o quê!) Portanto, nesta lista cultivada de teorias de análises ESCRITAS, APENAS PARA LIVROS, etc, listarei textos que me deliciei ao longo dos anos e espero mantê-los entretidos durante nossos problemas atuais.
ANÁLISE
Meta: Como GRRM escreve ASOIAF
Uma Crônica de Fatos e Números: análise detalhada de / u / werthead de como cada livro no ASOIAF foi escrito com informações básicas do processo de escrita, contagem de palavras, etc:
AGOT a-song-of-facts-and-figures-game-of.html
ACOK a-song-of-facts-and-figures-clash-of.html
ASOS a-song-of-facts-and-figures-storm-of.html
AFFC a-song-of-facts-and-figures-feast-for.html
ADWD a-song-of-facts-and-figures-dance-with.html
Não quero promover meu próprio trabalho, mas escrevi bastante sobre metatópicos que podem ser do interesse de alguns de vocês. Vou criar um link para alguns deles abaixo:
Como o sucesso de GAME OF THRONES provavelmente contribuiu para a espera de OS VENTOS DE INVERNO spoilers_extended_meta_how_the_success_of_game_of/
Como uma virada sombria no POV favorito de GRRM contribuiu para a longa espera por ADWDspoilers_extended_meta_how_a_dark_turn_in_grrms/
A história que GRRM originalmente queria contar: examinando os presságios do GRRM no contexto da lacuna de cinco anosspoilers_extended_the_story_grrm_originally/
Uma teoria sobre por que GRRM pensou que poderia terminar TWOW em 2015spoilers_extended_meta_a_theory_on_why_grrm/
Uma análise e exploração do nó meereenêsspoilers_all_an_analysis_exploration_of_grrms/
Como uma profecia em ADWD foi alterada por GRRM antes do lançamento, e o que isso poderia significar para a análise de TWOW: / u / indianthane95 de como uma leitura GRRM de ADWD, Daenerys III em 2005 foi editada antes do livro ser publicado e por quê.spoilers_all_how_a_prophecy_in_adwd_was_changed/
A carta de 1993 nos mostra GRRM foreshadowing que ele mais tarde abandonou: / u / feldman10 a análise da carta de apresentação de 1993 e como GRRM mudou seus principais foreshadowings quando publicou AGOT três anos depoisspoilers_all_the_1993_letter_shows_us_some_grrm/
Na luz do sol, sem culpagrrms-thinly-veiled-gone-with-the-wind-obsession
A linha descartável em AGOT que sugere o ultimato: / u / zionius_ teoria que Daniel Abraham foi instruído por GRRM a manter nos quadrinhos, pois tem ramificações do "final”.spoilers_extended_the_throwaway_line_in_agot_that/
The ASOIAF Archives Series: / u / jen_snow análises magistrais de todas as maneiras como os capítulos base foram alterados antes de sua publicação.spoilers_extended_asoiaf_archives_september_2000/
Como GRRM reescreve ASOIAF: visão detalhada de / u / zionius_ sobre as reescritas de ASOIAF por GRRM com foco especial em AFFC / ADWD.how_grrm_rewrites_comparing_affc_draft_chapters/
Análises Narrativas
Um guia completo para a sucessão Westerosi por / u / galanix: um dos recursos mais úteis para tentar determinar quem é o próximo a realeza / senhorio / o que quer que seja.spoilers_all_complete_guide_to_westerosi/
O Meereenese Blot forneceu as melhores defesas da escrita de GRRM dos arcos de personagens de Dany, Jon, Tyrion e enredos Dorneses em AFFC / ADWD. Escrito entre 2013 e 2014 por / u / feldman 10, estou incluindo-os nesta seção como o foco no valor narrativo desses personagens POV
Desembaraçando o nó meereenês: Dany
Parte 1: Quem envenenou os gafanhotos?untangling-the-meereenese-knot-part-i-who-poisoned-the-locusts/
Parte 2: A paz era realuntangling-the-meereenese-knot-part-ii-the-peace-was-real/
Parte 3: A luta de Dany consigo mesmauntangling-the-meereenese-knot-part-iii-danys-struggle-with-herself/
Parte 4: Uma Daenerys Sombriauntangling-the-meereenese-knot-part-iv-a-darker-daenerys/
Parte 5: Hizdahr e Paz ou Daario e Guerrauntangling-the-meereenese-knot-part-v-hizdahr-and-peace-or-daario-and-wa
Outras Guerras: Jon
Parte 1: O Coração Nobre e o Maior Dever de Jonother-wars-part-i-jons-noble-heart-and-greater-duty/
Parte 2: Apoio de Jon a Stannisother-wars-part-ii-jons-support-for-stannis/
Parte 3: A Missão de Manceother-wars-part-iii-the-mance-mission/
Parte 4: Pessoas Querendo Ajuda: Alys Karstark e a Missão Hardhomeothers-wars-part-iv-people-wanting-help/
Parte 5: A Paz, a Carta Rosa e o Discurso do Salão dos Escudosother-wars-part-v-the-peace-the-pink-letter-and-the-shieldhall-speech/
Parte 6: Três perguntas sobre o futuro de Jonother-wars-part-vi-three-questions-about-jons-future/
Pagando Suas Dívidas: Tyrion
Parte 1: Tyrion em Porto Realpaying-his-debts-part-i-tyrion-in-kings-landing/
Parte 2: Sofrimentos, Prostitutas e um Jogo de Cyvassepaying-his-debts-part-ii-sorrows-whores-and-a-game-of-cyvasse/
Parte 3: Tyrion e Pennypaying-his-debts-part-iii-tyrion-and-penny/
Jardins de Água e laranjas sanguíneas: Dorne
Parte 1: A Víbora e a Gramawater-gardens-and-blood-oranges-part-i-the-viper-and-the-grass/
Parte 2: Ambições de Ariannewater-gardens-and-blood-oranges-part-ii-ariannes-ambitions/
Parte 3: Dever e Destino de Quentynwater-gardens-and-blood-oranges-part-iii-quentyns-duty-and-destiny/
Parte 4: Termina em Sanguewater-gardens-and-blood-oranges-part-iv-it-ends-in-blood/
A última tentação de Jon Snow: nesta série de duas partes, / u / MaesterMerry analisa o mandato de Jon Snow como Senhor Comandante da Patrulha da Noite, prestando atenção especial à narrativa e às lutas filosóficas do mundo real que GRRM escreve na história de Jon em ADWD
Parte 1: Matando o Meninohttps://upfromunderwinterfell.wordpress.com/2019/06/15/the-last-temptation-of-lord-commander-snow-part-1-killing-the-boy/
Parte 2: A escolhahttps://upfromunderwinterfell.wordpress.com/2020/02/05/the-last-temptation-of-lord-commander-snow-part-2-the-choosing/
Sansa, Jeyne, Theon: Saber seu nome: A especulação de/ u / Zombie-Bait sobre a repetição de temáticas em TWOW e como Sansa irá emular Cat em TWOW para os Senhores do Vale.https://liesandarbor.wordpress.com/2018/12/04/sansa-jeyne-and-theon-you-have-to-know-your-name/
Momentos de Arranhão de Disco: GRRM e Misdirection: Como GRRM confunde seus leitores com misdirection com uma súbita sacudida na narrativaspoilers_extended_record_scratch_moments_grrm_and/
Clube das Donzelas Mortas: Uma análise crítica de como GRRM usa as mortes de mulheres e mães, em particular na ASOIAFhttps://joannalannister.tumblr.com/post/162408885186/the-dead-ladies-club
Milhões de pêssegos, pêssegos para mim: análise de / u / fat_walda de como os alimentos são usados ​​na ASOIAF para iluminar temas e a divisão socialspoilers_all_millions_of_peaches_peaches_for_me/
Memórias de Limão, ou Lemories, ou Como eu Aprendi a parar de ingerir papel laminado e compreender ASOIAF: reflexão de / u / jonestony710 sobre como ele começou a pensar “através do papel alumínio” no que se refere à Casa com a Porta Vermelhaspoilers_extended_lemon_memories_or_lemories_o
São lobos que pretendo caçar: Matt do podcast Davos Fingers rastreia todas as conspirações Frey / Bolton / Lannister para chegar ao Casamento Vermelhohttps://davosfingers.tumblr.com/post/146273054899/it-is-wolves-i-mean-to-hunt-the-motivations-of
Análises Políticas / Legais
Coroas ocas e espinhos mortais - Parte IV: Renly e Stannis: Esta série inteira de Steven Attewell foi excelente, mas este ensaio é o “crème de la crème”. Nele, Attewell analisa as concepções e visões de Renly & Stannis sobre a realeza.https://towerofthehand.com/blog/2013/06/17-hollow-crowns-deadly-thrones/index.html
Mãos do Rei: / u / vikingkingq dá uma olhada nas mãos de várias Mãos do Rei na ASOIAF:
Os primeiros Mãoshttps://towerofthehand.com/blog/2012/04/17-hand-of-king-early-hands/index.html
Mãos em crise (Bloodraven e Baelor Quebra-Lanças)https://towerofthehand.com/blog/2012/04/24-hands-of-king-hand-in-crisis/index.html
Tywin, o Grande?https://towerofthehand.com/blog/2012/05/22-hands-of-king-tywin-great/index.html
Os homens honestos (Jon Arryn e Ned Stark)https://towerofthehand.com/blog/2012/10/23-hands-of-king-two-honest-men/index.html
Tyrion Lannisterhttps://towerofthehand.com/blog/2012/12/12-hands-of-king-tyrion/index.html
Em uma série de ensaios que examinam as leis e costumes de Westeros, / u / LawsOfIceAndFire desconstrói a estrutura legal do reino
Governe o reino (meninas): Uma Análise do Grande Conselho de 101https://lawsoficeandfire.wordpress.com/2019/04/10/rule-the-realm-girls/
O fim de Game of Thrones e o enigma da sombra de Varys: O enigma de Varys no contexto da série e dos livroshttps://lawsoficeandfire.wordpress.com/2019/05/09/power-resides-where-men-believe-it-resides-but-which-men/
O grande não varrida de Tyrion Lannister com a Justiça Criminal de Westerosihttps://lawsoficeandfire.wordpress.com/2019/07/12/tyrion-lannisters-not-great-interactions-with-westerosi-criminal-justice/
Oferta, aceitação, pão e sal: uma análise jurídica do contrato de direito de hóspede: Direito de Hóspede, como funciona, costumes, o que acontece quando foi violadohttps://lawsoficeandfire.wordpress.com/2019/09/16/bread-and-salt-offer-and-acceptance-a-legal-analysis-of-the-guest-right-contract/
Por que não deveríamos nos governar novamente? - Westeros e o contrato socialhttps://lawsoficeandfire.wordpress.com/2020/01/29/why-shouldnt-we-rule-ourselves-again-westeros-and-the-social-contract/
O gênio financeiro de Mindinho, de / u / Militant_Penguin, sobre como Mindinho está negando suas perdas financeiras no Vale em AFFC.spoilers_affc_the_financial_genius_of_littlefinge
Análise Geográfica / Regional / Casas / Diversos
Uma ordem dos sussurros, uma cidade dos segredos: Uma Análise de Braavos, o Banco de Ferro e os Homens Sem Rostohttps://upfromunderwinterfell.wordpress.com/2018/03/16/an-order-of-whispers-a-city-of-secrets/
O lado escuro dos Portões da Lua: / u / Zombie-Bait examina o Vale na História e em TWOWhttps://liesandarbor.wordpress.com/2018/12/04/the-dark-side-of-the-moon-doo
Fosso Cailin, Fosso de Problemas: análise de / u / bookshelfstud de Fosso Cailin como um cenário em ASOIAF e o que está reservado para TWOWspoilers_extended_moat_cailin_moat_problems_a/
A ascensão e queda da casa Velaryon: / u / bookshelfstud's análise de como uma das casas históricas mais poderosas de Westeros perdeu seu poder na época do AGOThttps://offmichaelsbookshelf.wordpress.com/2015/06/23/high-tide-the-rise-and-fall-of-house-velaryon/
Como o Cão foi armado: uma reflexão sobre a arte e a armadura da Idade Média: análise de / u / fat_walda sobre a armadura de Sandor Clegane e como ela se compara à armadura medieval realspoilers_main_how_the_hound_was_helmed_an/
Escamagris em ASOIAFhttps://justadram.tumblr.com/post/57454498995/meta-monday-greyscale
Água, água, em todos os lugares: análise de / u / mightyisobel da água e como GRRM escreve belas cenas de água em toda ASOIAF (mas especialmente em AFFC) e o que isso significaspoilers_affc_water_water_everywhere/
Os mapas de ASOIAF: / u / werthead's um olhar para a geografia de Planetos com extensa análise de como a geografia do mundo foi criadahttps://atlasoficeandfireblog.wordpress.com/page/16/
Filhos Targaryen + não Targaryen sempre favorecem o pai não Targ: Uma teoria que pode ter influenciado GRRM a mudar a cor do cabelo da Princesa Rhaenys.targaryen-non-targaryen-children-always-favor-the-non-targ-parent/
Análise de Personagem
Meu co-apresentador de podcast e amigo / u / poorquentyn fez algumas das melhores análises de personagens POV em ADWD. Vou criar um link para todos eles aqui:
Tyrion em ADWDhttps://poorquentyn.tumblr.com/tagged/tyrion-in-adwd/chrono
Davos em ADWDhttps://poorquentyn.tumblr.com/tagged/davos-in-adwd/chrono
Quentyn em ADWDquentyn-in-adwd/chrono
De Peão a Jogador: Repensando Sansa: Leitura incrivelmente detalhada do enredo de Sansa com toneladas e toneladas de análises - tanto literárias quanto in-story.from-pawn-to-player-rethinking-sansa-xxi/
Tantos votos: juramentos em conflito: / u / somethinglikealawyer excelente análise e ensaio sobre a Torre da Mão e sobre como GRRM usa juramentos como um veículo para conflito pessoal e nacional em ASOIAFso-many-vows-oaths-in-conflict/index.html
Filha da Morte: As Crônicas de Gelo e Fogo, o Herói Trágico Shakespeariano Análise de / u / glass_table_girl sobre os temas de Shakespeare da história de Daenerys Targaryen e por que isso significará sua morte nos livrosdaughter-of-death-a-song-of-ice-and-fires-shakespearean-tragic-hero/
Vocês não são as pedras, mas os homens: Ned Stark e Brutus: O olhar de ShakesOfThrones sobre as comparações entre Gaius Brutus e Ned Starkyou-are-not-stones-but-men-ned-and-brutus/
Stannis Baratheon: MacBeth Revisited: Análise de ShakesOfThrones de Stannis Baratheon, comparando-o à figura shakespeariana de MacBethstannis-baratheon-macbeth-revisited/
Herói com Mil Faces: Os Mentores de Jon Snow, Parte 1: O Lobo Quieto: / u / housemollohan dá início a uma série sobre os mentores de Jon com uma análise do relacionamento de Jon com seu pai Ned Stark.spoilers_extended_the_hero_with_a_thousand/?utm_source=share&utm_medium=ios_app&utm_name=iossmf
Ben Mulato Plumm: mau jogador de Cyvasse, pior poker face: / u / SerDonalPeaseburyspoilers_extended_brown_ben_plumm_bad_cyvasse/
Uma estrela cadente em Westeros por / u / Zombie-Bait: Analisa Ashara na história: quem era ela, o que ela queria, ela está viva?a-falling-star-in-westeros-pti-analyzing-ashara-dayne/
Sansa e a boa rainha Alysanne: / u / Zombie-Bait compara a Eleanor de Aquitânia "Histórica" ​​e "Moderna" em ASOIAF.sansa-and-good-queen-alysanne/
Misericórdia, misericórdia, misericórdia: explorando os enredos de Arya, Sansa e Sandor: / u / Zombie-Bait explora os temas de personagens paralelos e dispositivos de narração de histórias que GRRM usa para Arya, Sansa e Sandor.mercy-mercy-mercy-sansa-sandor-and-arya/
Senhora Catelyn: o vazio da Coração de Pedra: / u / Zombie-Bait dá uma olhada detalhada em quem Catelyn Stark é antes e depois de se tornar Senhora Coração de Pedralady-catelyn-the-stone-hearted-emptiness/
O valor da prata: rainhas e moedas - ou "Como a história de Daenerys se parece com a origem de seu nome": análise de / u / glass_table_girl do nome de Dany e uma moeda romana para a qual GRRM pode ter chamado a atençãospoilers_all_the_value_of_silver_queens_and_coins/
A conexão de Papel Alumínio: Por que não devemos confiar em Marwyn: análise crítica de / u / bookshelfstud sobre Marwyn, o Mago, e como ele pode ser um loucothe-tinfoil-link-dont-trust-marwyn/
Perseguindo o Dragão, Parte 1: Analisando um Alquimista: / u / 4187021 a análise abrangente do que o alquimista está fazendo em Vilavelha.chasing-the-dragon-part-1-analyzing-an-alchemist/
Análise Militar
Estratégias de guerra em Westeros por Ken Mondschein: Uma análise aprofundada das Táticas de Guerra Westerosi e como ela se compara à história militar medieval na Europa Ocidental.strategies-of-war-in-westeros/
Muitos anos atrás, escrevi vários ensaios sobre os vários comandantes da ASOIAF. Você pode encontrá-los abaixo:
Robb Starka-complete-analysis-of-robb-stark-as-a-military-commande
Stannis Baratheona-complete-analysis-of-stannis-baratheon-as-a-military-commande
Jaime Lannisterthe-evolution-of-jaime-lannister-as-a-military-commande
Daenerys Targaryena-complete-analysis-of-the-slavers-bay-campaign/
Tywin Lannister:
Parte 1: a lealdade não é opcional até que sejawins-and-losses-a-command-analysis-of-tywin-lannister-part-1-loyalty-isnt-optional-until-it-is/
Parte 2: O Senhor Orgulhosowins-and-losses-a-command-analysis-of-tywin-lannister-part-2-the-proud-lord/
Parte 3: Os frutos da derrotawins-and-losses-a-command-analysis-of-tywin-lannister-part-3-the-fruits-of-defeat/
Parte 4: Penas e Corvoswins-and-losses-a-command-analysis-of-tywin-lannister-part-4-quills-and-ravens/
Parte 5: Alimentando Corvoswins-and-losses-a-command-analysis-of-tywin-lannister-conclusion-feeding-crows/
A Guerra dos Cinco Reis: Análise militar de Stefan Sasse da Guerra dos Cinco Reisfivekings/index.html
TEORIAS
Teorias Gerais
Teoria Blackfyre - Teoria que Aegon VI Targaryen não é filho de Rhaegar Targaryen, mas é na verdade um pretendente Blackfyre.teoria_blackfyre/
O Rei Afogado e o Corvo Sem Rosto: Uma análise bastante convincente sobre a culpabilidade de Euron Greyjoy na morte de Balon Greyjoy.the-drowned-king-and-the-faceless-crow-complete-analysis/
A Grande Conspiração Nortenha - Teoria de que os nortenhos estão jogando Roose e Stannis um contra o outro para colocar Rickon Stark ou Jon Snow como o novo Rei do Norte.a_grande_conspira%C3%A7%C3%A3o_nortenha_parte_7/
Sandor Clegane é o Coveiro - Teoria de que Sandor Clegane não morreu e é o coveiro que Brienne encontrou na Ilha Quieta em AFFC.GravediggeTheories
Lyanna Stark é o Cavaleiro da Árvore que Ri - Teoria de que o CDAQR é Lyanna Stark que defendeu a honra de Howland Reed contra os Freys e combateu no torneiro contra os Freys.Knight_of_the_Laughing_Tree/Theories
R + L = J - O melhor artigo sobre a teoria de que Rhaegar Targaryen foi para a cama com Lyanna Stark e o fruto de sua união foi Jon Snow.https://www.reddit.com/Valiria/comments/ea8tcv/rlj/
Uma morte fria na neve: a teoria de / u / JoeMagician de que Waymar Royce foi identificado como um Stark por Craster. Os Outros aceitaram essa informação e colocaram Waymar em algum tipo de teste ritualizado de suas habilidades de esgrima e que tipo de espada ele possuía.spoilers_extended_the_killing_of_a_range
O Apocalipse Eldritch: / u / poorquentyneldritch-apocalypse/
Mil olhos e uma névoa cinzenta: teoria de que sempre que uma névoa cinza aparece nos livros, isso significa que Bloodraven e/ou Bran estão observandoa-thousand-eyes-and-one-grey-mist/
Irmã Sombria: A conexão de Meera e Arya está por vir, e como ambas irão empunhar a Irmã Sombria.https://liesandarbor.wordpress.com/2018/12/04/the-dark-sister-on-meera-and-arya/
A Pedra de Georgetta: Decifrando uma Mensagem Final A teoria do almirantekird sobre como as últimas palavras de Robert para Ned podem ser comparadas às últimas palavras de Lyanna para Ned.spoilers_all_the_georgetta_stone_deciphering_a/?utm_source=share&utm_medium=ios_app&utm_name=iossmf
Quem era o patrono de Mandon Moore: uma análise de / u / galanix em que teoriza que Mandon Moore foi apoiado por Mindinho, que disse a ele para matar Tyrion na Água Negraquem_mandou_mandon_moore_matar_tyrion/
Stannis enviou uma carta: / u / a4187021 teoria de que Stannis usa o corvo do Meistre Tybald para enviar informações falsas a Winterfell, dizendo-lhes que ele está mortospoilers_all_stannis_sent_a_lette
Teorias históricas
Ambições Sulistas - Teoria de Stefan Sasse de que os Starks, Arryns e Tullys estavam se unindo através do casamento para se opor e possivelmente depor Aerys II Targaryen. (Esta é a minha teoria ASOIAF favorita de todos os tempos)ambi%C3%A7%C3%B5es_sulistas/
A Conspiração de Harrenhall / u / KingLittlefinger: A teoria de que Rhaegar estava planejando convocar um Grande Conselho contra seu pai Aerys II no Torneio de Harrenhall em 281 AC, mas tudo deu errado
Parte 1: As Três Facçõesspoilers_everything_the_harrenhal_conspiracy_part/
Parte 2: um banquete, uma justa e uma coroathe_harrenhal_conspiracy_part_ii_a_feast_a_joust/
Parte 3: Um Rato na Masmorraspoilers_everything_the_harrenhal_conspiracy_part/
Parte 4: O Dragão e a Bruxaspoilers_everything_the_harrenhal_conspiracy_part/
S + B = M: Mel – A Estrelha Vermelha Sangrando / Melony Seastar (revisado): teoria de que Melisandre é filha de Bloodraven e Shiera Seastarspoilers_all_sbm_mel_the_red_star_bleeding_melony/
Resgate na Encruzilhada: / u / lady_gwynhyvfar a teoria de que Rhaegar Targaryen resgatou Lyanna Stark na Estalagem da Encruzilhada para evitar sua captura e assassinato por Aerys II Targaryenrescue-at-the-crossroads/
Sexto Campeão de Rhaegar: / u / jen_snow especula sobre quem foi a sexta pessoa envolvida no "sequestro" de Lyanna Stark por Rhaegar Targaryenspoilers_everything_rhaegars_six_companions/
Teorias TWOW
A Lamparina da Noite: uma teoria alternativa sobre como Stannis vai destruir os Freys em TWOW - / u / cantuse postula que Stannis usará um farol falso para atrair os Frey para a morte na Vila dos Arrendatários.lamparina_da_noite/
A Tragédia dos Três Cavaleiros: a teoria de / u / M_J_Crakehall de que Jaime exigirá um julgamento por combate e, quando o fizer, Senhora Coração de Pedra nomeará Brienne de Tarth, mas Hyle Hunt assume seu lugar como campeã por despeito pelo relacionamento de Jaime e Brienne.spoilers_extended_a_tragedy_of_three_knights/
A Dragon Dawn: Em 2014, escrevi uma série de várias partes prevendo como a Batalha de Fogo seria em TWOW. Algumas das informações estão um pouco desatualizadas (Afinal, Euron não está seguindo Victarion para Meereen), mas vou criar um link para a série abaixo
Parte 1: A tempestade se aproximaa-dragon-dawn-a-complete-analysis-of-the-upcoming-battle-of-fire-part-1-the-gathering-storm/
Parte 2: Cidade na Bordaa-dragon-dawn-a-complete-analysis-of-the-upcoming-battle-of-fire-part-2-city-on-the-brink/
Parte 3: Os Portões do Destinoa-dragon-dawn-a-complete-analysis-of-the-upcoming-battle-of-fire-part-3-the-gates-of-fate/
Parte 4: A Canção do Doce Açoa-dragon-dawn-a-complete-analysis-of-the-upcoming-battle-of-fire-part-4-a-sweet-steel-song/
Parte 5: A Pirâmide Ardentea-dragon-dawn-a-complete-analysis-of-the-upcoming-battle-of-fire-part-5-the-burning-pyramid/
Parte 6: Fogo e Sanguea-dragon-dawn-a-complete-analysis-of-the-upcoming-battle-of-fire-conclusion-fire-and-blood/
O mercenário mais ousado de todos: / u / lady_gwynhyfvar a análise detalhada de Bem Mulato Plumm e a teoria de que Ben Mulato tentará roubar um dragão e se juntar ao Jovem Griffbrown-ben-plumm-the-boldest-sellsword-of-them-all/
Conectando os pontos na Senhora Dustin: teorias de / u / ser_dunk_the_lunk sobre o que a Senhora Dustin está tramando em Winterfell e como ela está trabalhando com Mance Rayderspoilers_all_connecting_the_dots_on_lady_dustin/
Ondulações na paisagem dos sonhos: GRRM mostra sua mão: teoria de / u / bookshelfstud de que Euron está planejando cometer um sacrifício de sangue na batalha contra a Frota Redwyne para levantar krakens spoilers_twow_ripples_in_the_dreamscape_grrm/
O Rei Ferido em Winterfell: / u / Teoria de Bookshelfstud de que Stannis Baratheon será ferido em uma de suas próximas batalhas e se tornará o rei pescador em Winterfellspoilers_extended_the_wounded_king_of_winterfell/
O Retorno do Lobo Branco: A análise intensiva de / u / bookshelfstud de como o personagem de Jon Snow retornará como em TWOW pós-morte.return-of-the-white-wolf-jon-is-coming-back/
Vou Encontrar Outro e o Casamento Vermelho 2.0: / u / indianthane95 nos mostra como Coração de Pedra está planejando um segundo Casamento Vermelho contra os Freys e Lannistersspoilers_all_ill_find_another_and_the_rw_20/
Teoria do Prólogo de TWOW: O Homem Silencioso: teoria de / u / feldman10 de que Ser Ilyn Payne será o ponto de vista do Prólogo para TWOWspoilers_extended_twow_prologue_theory_the_silent/
Teorias mágicas
Sob a estrela sangrenta: A fantástica análise de Stefan Sasse sobre o papel da profecia e da magia na ASOIAF.20-under-bleeding-sta
O inferno é real: / u / JoeMagician's teoria de que os valirianos usam a magia do fogo para criar criaturas do fogo como escravos eternos sem memória, o que fez com que os homens sem rosto se levantassem para acabar com elesspoilers_extended_hell_is_for_real_the_fourteen/
Origens do dragão: / u / CrowfoodsDaughter, a teoria de que os dragões se originaram no Grande Império do Amanhecer.153592-dragon-origins-part-i/&tab=comments#comment-8323214
No lado mais leve
Como seria se todas as teorias da ASOIAF se tornassem verdadeiras?spoilers_published_what_would_asoiaf_be_like_if/cjd15oh/
Desenhe sua cena favorita no ASOIAF com o MS Paintspoilers_main_draw_your_favorite_scene_in_ms_paint/
O membro de Tormund e a questão da percepção de escala em Westeros .: / u / fat_walda avaliação de quão grande o pau de Tormund Giantsbane realmente éspoilers_all_tormunds_member_and_the_issue_of/
Conclusão
Espero que vocês considerem tal tópico útil.
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2020.07.28 07:44 obsession_Liz a professora fez bullying comigo e isso gerou mais bullying

Olá Luba, gatas, editores e etc. Há dois anos atrás eu sofri bullying por uma professora. Eu era pequena e não fiz muito a respeito, por isso recentemente postei no Facebook um tipo de exposed dela e dos meus colegas, falando as coisas que ela fez e como eu me senti. Não mencionei o nome dela, mas sei que alguns professores vão indentificar que foi ela. A seguir, o texto que postei:
Eu tenho uma história para contar. É uma coisa importante, algo ruim que passei na escola e gostaria que as pessoas soubessem.
Como alguns devem saber, eu sempre gostei muito de português. Desde pequena sempre soube escrever direitinho, ler em voz alta e esse tipo de coisas. Concluindo, sempre gostei de português e sempre fui bem na matéria. No quinto ano tive português com a prof. Ana, a qual foi uma ótima professora.
Quando eu comecei o sexto ano, meu "amor" por português acabou. Na verdade, foi morto. Comecei a ter aula com uma professora nova, que eu nem sequer conhecia ou já tinha ouvido falar. Não vou dizer o nome dessa pessoa, mas sei que alguns vão descobrir quem é ao longo da história.
Desde minha primeira aula com essa professora, eu achei tudo muito estranho. Ela não me olhava de um jeito normal, era quase com desprezo. Lembro dela falar que não tolerava falta de educação e esse tipo de coisas, tudo olhando torto para mim. Eu não entendia o motivo disso, pois nem conhecia a professora.
No primeiro trimestre, eu fui bem na prova. Ela entregava as provas sorridente e dando parabéns a todos. Na hora de entregar a minha, ela não disse nada, fez pouco caso e nem me olhou na hora de entregar. Já no segundo trimestre, ela já havia me afetado mais. Eu não tirei uma nota muito boa na prova, se me lembro bem devo ter tirado um pouco abaixo da média. Ela foi, sorridente, até a minha mesa entregar a prova e disse algo do tipo "quem mandou ficar se exibindo, bem feito, foi mal na prova". E não que eu não tivesse estudado para a prova, mas eu ficava tão apavorada, na maioria das aulas dela, com medo, que não conseguia me concentrar.
E foi na semana do gaúcho, que foi a gota d'água. Nesse dia eu estava com meu vestido de prenda, meu cabelo preso em um coque e com um tipo de xale por cima, pois estava meio frio. Em algum momento da aula dela, ela parou para mim e disse "você parece uma velha que vi num livro com essa roupa", "você parece uma velha". Isso foi o que mais me impactou. Nesse momento, boa parte da sala começou a me chamar de velha e a professora ali, quieta enquanto eu estava, internamente, desesperada. Eu até tentei falar algo, me defender, mas nunca fui de discutir com as pessoas, não sou muito boa nisso. No mesmo dia, quando saí da escola eu contei para minha vó o que tinha acontecido. Ela ficou indignada e quis ir na direção tirar satisfação desse absurdo. Meu pai também não gostou nada da história e quis fazer o mesmo, mas eu não deixei, eu disse "não, por favor não falem nada, só vai dar a ela mais motivos para me odiar e me tratar mal". Depois do "apelido" que ela me deu, durante muito tempo, meses, eu escutei meus colegas me chamando de velha "fica quieta, velha!", "ninguém te perguntou, velha!" e rindo de mim, debochando de mim. Nem consigo explicar o quanto isso foi difícil para mim.
Eu sofria um certo bullying diariamente e durante todo esse tempo, eu fiquei sozinha, sem amigos e sem apoio. Isso é uma coisa que me feriu e a ferida ainda existe, visivelmente, em mim, hoje em dia. Como nunca tive tantos amigos e, na maioria das vezes, grande parte da turma me odiava e me tratou, sendo que alguns ainda tratam, mal. Foram tantas e tantas as vezes que por causa disso eu agi contra o que eu pensava e fui quem eu não era, só para agradar os outros. Para não me tratarem mal, para não me odiarem. Isso é uma coisa que, sinceramente, eu ainda fiz pouco tempo atrás. Eu sei que devo ser eu mesma, mas se a maioria odeia o seu "eu mesmo", é muito difícil ser essa pessoa. Muitos já me julgaram e ainda me julgam pelo que os outros falam de mim e pelas coisas que eu já fiz, sendo que eu sou totalmente diferente disso.
E eu sempre escutei calada. Eu sempre fui a aluna problema, a que sempre estava aprontando alguma coisa, a que sempre acusavam por qualquer coisa, por que alguém ligaria para esse tipo de coisa? sempre fui arrastada para a direção, sem mal ter o direito de me explicar. A cada ano, eu mudo um pouco. Nem de longe sou a mesma menina que eu era no quinto ano, mas muitos ainda me julgam por coisas que fiz no passado. Hoje em dia, por eu ter feito algumas coisas ruins no quinto e no sexto ano, alguns professores acham que podem me tratar pior do que os outros. É claro que muitos professores são maravilhosos como o Thiago, a Elisandra, a Giovana, a Ana Paula e por aí vai, mas alguns, minoria, não são o que todos pensam. Não vou expor nomes, mas eles existem.
Um dia, em uma aula dessa professora, eu descobri o tal objetivo dela, o porque da tortura que ela praticava comigo. Ela disse que escolheu nossa turma justamente por eu e outro aluno (não vou expor) estarmos nela. Até mesmo, em um outro dia, ela disse o seguinte "se até o final do ano eu não te ensinar a respeitar os outros, eu mudo de nome!".
Eu não sou e nunca fui uma ameaça. Eu era pequena, as vezes não pensava duas vezes antes de fazer as coisas e muitas vezes até aconteciam coisas sem querer. A questão é que, um professor deve ser um exemplo para os alunos, um professor representa uma escola. Mas que exemplo dá, um professor que incentivou alunos a fazerem bullying com alguém? um professor que deixou uma menina com medo e traumatizada, pelo jeito que a tratou?
Durante aquele ano, na última folha do meu caderno de português, eu escrevia tudo o que ela dizia e tudo o que ela fazia contra mim. Não citei tudo aqui, pois algumas coisas não são tão relevantes, mas essa lista ainda existe e minhas lembranças também.
No último trimestre, felizmente, eu consegui tirar uma nota muito boa e recuperar os pontos que faltavam do vermelho que tirei no segundo trimestre. Claro que a professora não parecia feliz em me entregar aquela nota, mas fiquei aliviada em ter conseguindo me esforçar e não deixar ela atrapalhar minhas notas. Mas eu não aprendi tanto naquele ano, não como eu deveria ter aprendido e isso interferiu bastante nas minhas notas hoje em dia. Passei a não gostar tanto do português e a não tirar notas tão boas, passei a ter um pouco de dificuldade.
Na época eu tinha tanto medo daquela pessoa e aquilo me fez tão mal, tanto mentalmente quanto um pouco socialmente, pois meus colegas guardavam o apelido de "velha", esperando o momento certo para me atingir com aquilo no peito. Naquele tempo, a questão de amizades foi meio complicada para mim, passei grande parte dos intervalos, lanchando no banheiro, para ninguém ver que eu ficava sozinha e rir de mim. E o pior de ficar sozinha, lanchando no banheiro, era que parecia que ninguém dava falta de mim, o que fazia eu me sentir mais insignificante ainda.
Todos gostavam tanto daquela professora e eu não entendia como meus colegas gostavam tanto de alguém que me fazia tão mal. Eu tentava falar com minhas colegas sobre isso, ver se elas não achavam que ela me tratava diferente, mas ninguém se importava muito, claro, não era com elas que ela "implicava".
Para minha sorte, a professora saiu da escola no ano seguinte, para cuidar de alguém, algo do tipo. Mas isso foi um grande alívio, pois na minha cabeça, eu ainda passaria o sétimo ano tendo aula com ela, ainda teria que enfrentar o dragão, ou ao menos, não me queimar.
Apenas uns dois professores sabem dessa história, contei apenas para os que, na época, eu conversava mais. Isso foi muito ruim para mim na época, mas também sinto um peso muito grande hoje em dia, de ter isso guardado.
Eu sinto que é tão injusto, essa pessoa ter me afetado tanto, sendo que pra ela provavelmente foi só uma brincadeirinha. Acho tão errado, ela ter me ferido tanto psicologicamente e isso não ter mudado nada a vida dela. Por esse motivo, eu decidi expor isso que passei. Não estou obrigando ninguém a odiar ela ou algo do tipo, apenas quero que saibam do que essa pessoa é capaz e se ela realmente é quem vocês esperavam que fosse.
Aliás, lembro de ter falado com uma menina um dia, na saída da escola, sobre isso e de ela ter dito passar por algo parecido com essa mesma pessoa. Isso me deixou aflita, pois isso me afetou tanto e se outros alunos não passaram por o mesmo, com essa mesma professora? Caso alguém tenha passado, espero que tenha coragem de expor isso, pois se eu não fui a única que passei por isso, essa história pode ficar bem mais séria do que é.
Se você acha que passou por algo assim, não se cale, o mundo precisa saber quem essa pessoa é e o tipo de coisas que ela faz para "educar" seus alunos.

obrigado a todos que leram esse textão, kk, menor que trêix
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2020.07.28 04:48 obsession_Liz a professora fez bullying comigo (a história e o que eu senti a respeito disso) e isso gerou mais bullying

eu tenho uma história para contar. É uma coisa importante, algo ruim que passei na escola e gostaria que as pessoas soubessem.
Como alguns devem saber, eu sempre gostei muito de português. Desde pequena sempre soube escrever direitinho, ler em voz alta e esse tipo de coisas. Concluindo, sempre gostei de português e sempre fui bem na matéria. No quinto ano tive português com a prof. Ana, a qual foi uma ótima professora.
Quando eu comecei o sexto ano, meu "amor" por português acabou. Na verdade, foi morto. Comecei a ter aula com uma professora nova, que eu nem sequer conhecia ou já tinha ouvido falar. Não vou dizer o nome dessa pessoa, mas sei que alguns vão descobrir quem é ao longo da história.
Desde minha primeira aula com essa professora, eu achei tudo muito estranho. Ela não me olhava de um jeito normal, era quase com desprezo. Lembro dela falar que não tolerava falta de educação e esse tipo de coisas, tudo olhando torto para mim. Eu não entendia o motivo disso, pois nem conhecia a professora.
No primeiro trimestre, eu fui bem na prova. Ela entregava as provas sorridente e dando parabéns a todos. Na hora de entregar a minha, ela não disse nada, fez pouco caso e nem me olhou na hora de entregar. Já no segundo trimestre, ela já havia me afetado mais. Eu não tirei uma nota muito boa na prova, se me lembro bem devo ter tirado um pouco abaixo da média. Ela foi, sorridente, até a minha mesa entregar a prova e disse algo do tipo "quem mandou ficar se exibindo, bem feito, foi mal na prova". E não que eu não tivesse estudado para a prova, mas eu ficava tão apavorada, na maioria das aulas dela, com medo, que não conseguia me concentrar.
E foi na semana do gaúcho, que foi a gota d'água. Nesse dia eu estava com meu vestido de prenda, meu cabelo preso em um coque e com um tipo de xale por cima, pois estava meio frio. Em algum momento da aula dela, ela parou para mim e disse "você parece uma velha que vi num livro com essa roupa", "você parece uma velha". Isso foi o que mais me impactou. Nesse momento, boa parte da sala começou a me chamar de velha e a professora ali, quieta enquanto eu estava, internamente, desesperada. Eu até tentei falar algo, me defender, mas nunca fui de discutir com as pessoas, não sou muito boa nisso. No mesmo dia, quando saí da escola eu contei para minha vó o que tinha acontecido. Ela ficou indignada e quis ir na direção tirar satisfação desse absurdo. Meu pai também não gostou nada da história e quis fazer o mesmo, mas eu não deixei, eu disse "não, por favor não falem nada, só vai dar a ela mais motivos para me odiar e me tratar mal". Depois do "apelido" que ela me deu, durante muito tempo, meses, eu escutei meus colegas me chamando de velha "fica quieta, velha!", "ninguém te perguntou, velha!" e rindo de mim, debochando de mim. Nem consigo explicar o quanto isso foi difícil para mim.
Eu sofria um certo bullying diariamente e durante todo esse tempo, eu fiquei sozinha, sem amigos e sem apoio. Isso é uma coisa que me feriu e a ferida ainda existe, visivelmente, em mim, hoje em dia. Como nunca tive tantos amigos e, na maioria das vezes, grande parte da turma me odiava e me tratou, sendo que alguns ainda tratam, mal. Foram tantas e tantas as vezes que por causa disso eu agi contra o que eu pensava e fui quem eu não era, só para agradar os outros. Para não me tratarem mal, para não me odiarem. Isso é uma coisa que, sinceramente, eu ainda fiz pouco tempo atrás. Eu sei que devo ser eu mesma, mas se a maioria odeia o seu "eu mesmo", é muito difícil ser essa pessoa. Muitos já me julgaram e ainda me julgam pelo que os outros falam de mim e pelas coisas que eu já fiz, sendo que eu sou totalmente diferente disso.
E eu sempre escutei calada. Eu sempre fui a aluna problema, a que sempre estava aprontando alguma coisa, a que sempre acusavam por qualquer coisa, por que alguém ligaria para esse tipo de coisa? sempre fui arrastada para a direção, sem mal ter o direito de me explicar. A cada ano, eu mudo um pouco. Nem de longe sou a mesma menina que eu era no quinto ano, mas muitos ainda me julgam por coisas que fiz no passado. Hoje em dia, por eu ter feito algumas coisas ruins no quinto e no sexto ano, alguns professores acham que podem me tratar pior do que os outros. É claro que muitos professores são maravilhosos como o Thiago, a Elisandra, a Giovana, a Ana Paula e por aí vai, mas alguns, minoria, não são o que todos pensam. Não vou expor nomes, mas eles existem.
Um dia, em uma aula dessa professora, eu descobri o tal objetivo dela, o porque da tortura que ela praticava comigo. Ela disse que escolheu nossa turma justamente por eu e outro aluno (não vou expor) estarmos nela. Até mesmo, em um outro dia, ela disse o seguinte "se até o final do ano eu não te ensinar a respeitar os outros, eu mudo de nome!".
Eu não sou e nunca fui uma ameaça. Eu era pequena, as vezes não pensava duas vezes antes de fazer as coisas e muitas vezes até aconteciam coisas sem querer. A questão é que, um professor deve ser um exemplo para os alunos, um professor representa uma escola. Mas que exemplo dá, um professor que incentivou alunos a fazerem bullying com alguém? um professor que deixou uma menina com medo e traumatizada, pelo jeito que a tratou?
Durante aquele ano, na última folha do meu caderno de português, eu escrevia tudo o que ela dizia e tudo o que ela fazia contra mim. Não citei tudo aqui, pois algumas coisas não são tão relevantes, mas essa lista ainda existe e minhas lembranças também.
No último trimestre, felizmente, eu consegui tirar uma nota muito boa e recuperar os pontos que faltavam do vermelho que tirei no segundo trimestre. Claro que a professora não parecia feliz em me entregar aquela nota, mas fiquei aliviada em ter conseguindo me esforçar e não deixar ela atrapalhar minhas notas. Mas eu não aprendi tanto naquele ano, não como eu deveria ter aprendido e isso interferiu bastante nas minhas notas hoje em dia. Passei a não gostar tanto do português e a não tirar notas tão boas, passei a ter um pouco de dificuldade.
Na época eu tinha tanto medo daquela pessoa e aquilo me fez tão mal, tanto mentalmente quanto um pouco socialmente, pois meus colegas guardavam o apelido de "velha", esperando o momento certo para me atingir com aquilo no peito. Naquele tempo, a questão de amizades foi meio complicada para mim, passei grande parte dos intervalos, lanchando no banheiro, para ninguém ver que eu ficava sozinha e rir de mim. E o pior de ficar sozinha, lanchando no banheiro, era que parecia que ninguém dava falta de mim, o que fazia eu me sentir mais insignificante ainda.
Todos gostavam tanto daquela professora e eu não entendia como meus colegas gostavam tanto de alguém que me fazia tão mal. Eu tentava falar com minhas colegas sobre isso, ver se elas não achavam que ela me tratava diferente, mas ninguém se importava muito, claro, não era com elas que ela "implicava".
Para minha sorte, a professora saiu da escola no ano seguinte, para cuidar de alguém, algo do tipo. Mas isso foi um grande alívio, pois na minha cabeça, eu ainda passaria o sétimo ano tendo aula com ela, ainda teria que enfrentar o dragão, ou ao menos, não me queimar.
Apenas uns dois professores sabem dessa história, contei apenas para os que, na época, eu conversava mais. Isso foi muito ruim para mim na época, mas também sinto um peso muito grande hoje em dia, de ter isso guardado.
Eu sinto que é tão injusto, essa pessoa ter me afetado tanto, sendo que pra ela provavelmente foi só uma brincadeirinha. Acho tão errado, ela ter me ferido tanto psicologicamente e isso não ter mudado nada a vida dela. Por esse motivo, eu decidi expor isso que passei. Não estou obrigando ninguém a odiar ela ou algo do tipo, apenas quero que saibam do que essa pessoa é capaz e se ela realmente é quem vocês esperavam que fosse.
Aliás, lembro de ter falado com uma menina um dia, na saída da escola, sobre isso e de ela ter dito passar por algo parecido com essa mesma pessoa. Isso me deixou aflita, pois isso me afetou tanto e se outros alunos não passaram por o mesmo, com essa mesma professora? Caso alguém tenha passado, espero que tenha coragem de expor isso, pois se eu não fui a única que passei por isso, essa história pode ficar bem mais séria do que é.
Se você acha que passou por algo assim, não se cale, o mundo precisa saber quem essa pessoa é e o tipo de coisas que ela faz para "educar" seus alunos.
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2020.06.04 19:34 poxapoxaquepoxa Eu sou a babaca por ter parado de conversar com pessoas que aparentemente não me queriam como amiga?

Olá Luba, editores e turma que está a veler essa história. Me chamem de Scar (sou menina, apesar do apelido vir do vilão de O Rei Leão).
Essa história já é antiga, de quase 2 anos atrás. Sei que deveria virar a página e esquecer, porém por morar em uma cidade extremamente pequena e todos darem atenção apenas pra versão das "vítimas", acabo me sentindo extremamente mal e me perguntando se o que eu fiz foi realmente certo. Perdoe-me por possíveis erros, tentarei resumir o máximo que eu conseguir.
Vamos lá, eu tinha duas amigas de infância (chamaremos elas de Creide e Creuza). Conheci as duas a mais de década e tínhamos uma amizade extremamente suave apesar de uma pequena limitação nos rolês em relação a dinheiro (elas eram burguesinhas e eu a com condição financeira bem instável), elas eram minhas melhores amigas e eu era a melhor amiga delas, éramos os pontos seguros uma das outras, até chegarmos no oitavo ano, onde assumi para amigos e família que eu era pansexual. Minha amizade com as duas continuou apesar de eu sentir que as duas estavam mais distantes depois de eu ter contado que gostava seres humanos e não exclusivamente meninos.
Em 2018, já estávamos no nono ano e no início do ano escolar elas conheceram duas meninas virtualmente (chamaremos de Josefa e Josiane) e fizeram amizade com elas, até aí beleza. Com o passar do tempo, Creide e Creuza já não me davam o pouco de atenção que me davam depois da minha revelação, o tempo que eu tinha com elas pra conversar sobre qualquer coisa, as duas usavam pra conversar sobre Josefa e Josiane e como as duas eram incríveis. Apesar de me sentir incomodada com a atenção que davam pra meninas que nem estavam ali, fiquei numa boa pra tentar permanecer tudo na paz, conhecia Creide e Creuza a bastante tempo para saber que elas falariam que eu estava sendo dramática e que era tudo coisa de minha imaginação.
Do meio do ano pro final, ficou tudo pior, elas mesmo online, postando status no WhatsApp e conversando entre si (inclusive postando as conversas nos status), elas me ignoravam por dias, na escola elas passaram a sentar longe de mim e falar apenas quando era pra pedir alguma coisa (basicamente me tornei a pau mandado delas). Perto do natal elas vieram conversar comigo, me pedir pra mim mudar um pouco meu jeito de ser, pra mim não fazer tanta piada no nosso círculo de amizade e parar de falar que eu era pan. Eu achei super de mal gosto isso mas tentei por alguns dias, não queria perder a amizade delas, eram as únicas que eu confiava pra contar sobre minha vida e desilusões. Quando o nosso novo colégio (no caso o único que tem ensino médio na minha cidade) liberou as listas de chamada de cada sala, a Creide postou a foto da lista com a legenda "Nunca fiquei tão feliz com uma lista", nessa lista meu nome não constava, sendo assim, eu não era da mesma sala do que elas.
Na véspera do ano novo, Creide e Creuza colocou nos status um coisa que os adolescentes da minha cidade faz no final do ano, é basicamente uma "mini biografia" (são perguntinhas simples a ser respondidas, como nome, idade, aniversário, inicial da paquera, em que ano da escola está e essas coisas), no meio dessas perguntas tinha "quem são suas(eus) melhores amigas (os)?", e elas responderam "Creuza/Creide, Josefa, Josiane e ~ensira um nome qualquer~", me senti super mal por eu considerar elas minhas melhoras e únicas amigas e elas não me consideram a melhor amiga delas, então eu mandei um "ué, e eu?" e Creide respondeu com um simples kk. Foi nesse dia que eu parei de correr atrás da amizade das duas e parar de ser uma capacho delas.
2019 começou e eu estava decidida a seguir minha vida, iria aproveitar que não estávamos na mesma sala e parar totalmente de falar com as duas, obviamente eu iria tentar conversar com as duas e colocar as cartas na mesa. Chegou o recreio do primeiro dia de aula (eu estava radiante por que tinha feito uma amiga que apesar de ser de uma sala diferente, fez de tudo pra mim me sentir acolhida pelo círculo de amizade dela), então sai a procura das duas pra nós conversarmos e seguirmos nossos rumos... Não conversei cacete nenhum por que a primeira e última coisa que elas me disseram foi "joga esse lixo fora aqui pra mim." sendo que o lixo não estava a nem 6 passos de onde elas estavam, isso me deixou muito fula da vida.
Okay, até aí beleza. Alguns dias se passaram e minha mãe chegou como uma caninana pra mim, me dando um sermão enorme sobre educação e tals, não entendi nada até que ela me disse que o pai da Creide chegou nela e disse que ela tinha falhado em me educar, que eu era extremamente grossa e que eu tinha magoado a "princesinha" dele por que eu não dava atenção pra ela e que eu já não considerava a amizade que tínhamos. Expliquei meu lado da história pra minha mãe, porém a versão que a Creide contou para o pai é a conhecida por todos da cidade e eu sou conhecida como a falsa, mentirosa e a babaca enquanto elas se tornaram a vítima.
Eu sou realmente a babaca nessa situação? Depois que cortei meus laços com elas, minha vida está as mil maravilhas, sinto que ela foi um pouco mais a frente, porém sempre que alguém toca no assunto como se eu fosse a vilã da história, sinto que minha vida volta 3 passos pra trás depois de ter dado 1 passo pra frente.
submitted by poxapoxaquepoxa to TurmaFeira [link] [comments]


2020.02.24 03:57 altovaliriano A Mulher Morena

“Sábado de personagens” ainda no domingo. Fazer o quê?
A mulher morena é uma das mais misteriosas personagens de As Crônicas de Gelo e Fogo. Seu nome e origem nunca foi revelado ao leitor. Pouco mais sabemos sobre ela, mas em resumo a mulher foi entregue por Euron a Victarion como um prêmio. Sabemos que ela é muda e que Victarion a considera bonita.
Porém, em determinado momento da história, fica evidente ao leitor de que a mulher morena é mais do que parece ser. A tripulação de Victarion resgata do mar Moqorro, um sacerdote de R’hllor enviado pelo Templo Vermelho para auxiliar Daenerys em Meereen, e leva-o a Victarion, pois o homem afirma estar sabendo de que o Capitão de Ferro corre perigo de morte. Quando um mal súbito atinge Victarion, ele e Moqorro vão à sua cabine e o seguinte ocorre:
Quando abriu a porta da cabine do capitão, a mulher morena se virou em sua direção, silenciosa e sorridente... mas, quando viu o sacerdote vermelho ao lado dele, seus lábios se afastaram de seus dentes, e ela sibilou em súbita fúria, como uma serpente. Victarion a acertou com as costas da mão boa e a derrubou no chão.
– Quieta, mulher. Vinho para nós dois. [...]
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
A hostilidade da mulher morena para com Moqorro parece uma indicação muito forte sobre a origem e propósito da personagem na história. A partir deste fato apenas, leitores foram levados às mais loucas especulações sobre a identidade da misteriosa serva-amante de Victarion. Entretanto, se o reino das especulações produz resultados estranhos, posso afirmar que as evidências presente no próprio texto não são menos estranhas. Se analisadas em sua literalidade, o texto produzido pelo próprio Martin aponta para direções completamente ininteligíveis.
Analisemos.

Fenótipo, aparência e semelhanças

Fenótipo é o resultado da expressão dos genes do organismo, da influência de fatores ambientais e da possível interação entre os dois. No contexto deste texto, o fenótipo da mulher morena é algo que poderia nos dar uma dica sobre sua herança genética.
Esse herança genética PODE nos ajudar a determinar a cultura na qual ela nasceu, mas é claro que isso não permite nos concluir com absoluta certeza que ela pertence esta cultura. Um bom exemplo de personagem cujo fenótipo pode ser usado para nos confundir é Sarella Sand, que pertence à cultura westerosi, apesar de que sua aparência denotaria ter nascido nas Ilhas do Verão.
Entretanto, diante das poucas informações disponíveis sobre a mulher morena, esta análise se torna necessária. Em verdade, o próprio Martin parece estar induzindo os leitores a realizar estas investigações, pois ele mesmo deposita dicas disso no texto:
Sua pele era negra. Não o marrom castanho dos ilhéus do Verão com seus navios cisne, nem o marrom-avermelhado dos senhores dos cavalos dothrakis, nem a cor de carvão-e-terra da pele da mulher morena*, mas negra. Mais negra que carvão, mais negra do que o azeviche, mais negra do que as asas de um corvo.*
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Na passagem acima, vê-se que Martin descarta através de Victarion que a mulher morena pertence às culturas dos Ilhéus do Verão e dos senhores de cavalo Dothraki. A exclusão das Ilhas do Verão é especialmente útil, haja vista onde Euron ALEGA ter encontrado a mulher morena:
INGLÊS: As a reward for his leal service, the new-crowned king had given Victarion the dusky woman, taken off some slaver bound for Lys.
PORTUGUÊS: Como recompensa por seu leal serviço, o recém-coroado rei dera a Victarion a morena, roubada de algum mercador de escravos a caminho de Lys*.*
(AFFC, O Pirata)
Eu acho curioso a forma como fica apenas implícito de que Euron teria capturado a Mulher Morena nos porões de um navio de escravos indo para Lys, quando, na verdade, nada disso está escrito no texto. Não se menciona qualquer navio, nem que ela era uma escrava. Tão facilmente como tomou Falia Flowers quando invadiram o Castelo dos Hewett, Euron poderia muito bem ter tomado a amante de um mercador de escravos.
Mas evitemos a interpretação segundo a qual Martin, a esta altura da história, está tentando nos confundir com jogos de palavras. Que outras opções de origem teria uma mulher “bela, com uma pele tão castanha quanto teca oleada”?
Aqueles que partirem para O Mundo de Gelo e Fogo em busca de auxílio encontrarão logo a seguinte referência sobre os habitantes de Naath:
O povo nativo da ilha é uma raça bonita e gentil, com rostos redondos, pele escura e grandes olhos suaves cor de âmbar, em geral salpicados de dourado.
[...~]
O Povo Pacífico sempre teve um bom preço, dizem, pois são tão inteligentes quanto gentis, belos de se olhar e rápidos em aprender a obediência*. É relatado que* uma casa de prazer em Lys é famosa por suas garotas naathi*, que usam diáfanos vestidos de seda e são adornadas com asas de borboletas alegremente pintadas.*
(TWOIAF, Naath)
As descrições tem certa compatibilidade com as características relatadas da mulher morena. Entretanto, os característicos olhos amarelados teriam sido notados facilmente mesmo por alguém tão tapado quanto Victarion. Por outro lado, depois da demonstração de fúria perante Moqorro, acredito que pouco classificariam a mulher morena como “gentil”.
Caso continuemos a pesquisa no livro de meistre Yandell, logo encontraremos uma outra descrição sobre o povo de Leng que é bastante capciosa:
Os lengii nativos são talvez os mais altos de todas as raças da humanidade, com muitos homens entre eles chegando a mais de dois metros de altura, e alguns até com dois metros e meio. De pernas longas e esguios, pele cor de teca oleada*, eles têm grandes olhos dourados e supostamente podem ver mais longe e melhor do que outros homens,* especialmente à noite. Embora formidavelmente altas*, as mulheres lengii são notoriamente ágeis e encantadoras, de* beleza insuperável*.*
(TWOIAF, Leng)
A descrição da pele é inteiramente simétrica àquela da mulher morena (fornecida por VIctarion). Na verdade, é curioso perceber que a única vez que a expressão “teca oleada” é usada para descrever a pele de alguém ocorre com a mulher morena. A única outra vez em que essa analogia é usada é como o povo de Leng, fora da saga principal, em um livro acessório.
Entretanto, há mais problemas aqui do que soluções. Novamente temos a descrição do dourado dos olhos (que seriam difíceis de Victarion ignorar), a altura formidável e a beleza insuperável. Ainda que possamos alegar que Victarion é um homem alto, próximo dos 2 metros de altura (segundo estimativas dos leitores), seria difícil que ele ignorasse que a mulher morena fosse muito alta para uma mulher e de beleza insuperável.
Desse modo, acredito ser seguro descartar Leng e seguir. Não há mais nenhuma referência a características que se assemelhem à da mulher morena (fora das Ilhas do Verão, que já foram descartadas em nossas premissas acima), porém existe uma referência a um povo no estrangeiro que por vezes sofre o mesmo destino reservado à mulher morena:
Não é surpresa que Sothoros seja pouco povoado quando comparado com Westeros ou Essos. Duas dezenas de pequenas vilas de comércio se amontoam na costa norte ‒ vilas de lama e sangue*, alguns dizem: molhadas, úmidas e cheias de miséria, onde aventureiros, trapaceiros, exilados e* prostitutas das Cidades Livres e dos Sete Reinos vêm fazer fortuna.
Há riquezas escondidas entre as selvas, pântanos e taciturnos rios banhados pelo sol do sul, sem dúvida, mas, para cada homem que encontra ouro, pérolas ou especiarias preciosas, há uma centena que encontra apenas a morte. Os corsários das Ilhas Basilisco atacam esses assentamentos, levando cativos que serão mantidos confinados em Garra ou na Ilha das Lágrimas antes de serem vendidos para os mercados de carne da Baía dos Escravos, ou para as casas de prazer e jardins de prazer de Lys*.*
(TWOIAF, Sothoros)
Embora seja muito vago afirmar que esta é uma origem em potencial para a mulher morena (pois, virtualmente, é o mesmo que dizer que ela poderia ter vindo de qualquer lugar do mundo), a menção de que prostitutas das cidades livres que se aventuram em Sothoryos podem acabar em Lys pode nos ajudar a esclarecer algumas dúvidas sobre seu comportamento esquisito (vide abaixo).
Portanto, ainda que não possamos determinar sua origem, a análise acima nos permite começar a descartar algumas opções. Inclusive, percebemos que a mulher morena tem um pele de uma tonalidade ímpar (teca oleada), o que pode indicar que ela pertença a um povo que ainda não foi descrito pro Martin.
Entrentanto, há uma última analogia que não pode deixar de ser registrada:
“Não quero nenhuma de suas sobras”, dissera desdenhosamente ao irmão, mas quando Olho de Corvo declarou que a mulher seria morta se não a aceitasse, fraquejou. A língua dela tinha sido arrancada, mas exceto por este pormenor estava intacta, e era também bela, com uma pele tão castanha quanto teca oleada. Mas, por vezes, quando a olhava, surpreendia-se lembrando da primeira mulher que o irmão lhe dera*, para fazer dele um homem.*
(AFFC, O Pirata)
Sendo Euron alguém conhecido por apreciar jogos mentais, a escolha de alguém que se assemelhasse com a primeira mulher que Victarion havia recebido pode ter sido deliberada. Este detalhe pode ter sido essencial para capturar a memória afetiva de Victarion e fazer com que ele mais facilmente aceitasse o presente de Euron.
Não fica claro se por “primeira mulher” Victarion está falando de sua primeira esposa (que morreu no parto de uma menina natimorta) ou se ele estaria se referindo à primeira mulher com que se deitou. Curiosamente, esta dúvida se aprofunda quando vemos observamos os pensamentos de Victarion no capítulo liberado de Os Ventos do Inverno:
[Spoilers de Os Ventos do Inverno]Enquanto estava na proa do Vitória de Ferro vendo os navios mercantes de Uma-orelha desaparecem um a um ao oeste, as faces dos primeiros inimigos que matara voltaram a Victarion Greyjoy. Ele pensou em seu primeiro navio, em sua primeira mulher.
(TWOW, Victarion)
De todo modo, o importante é que a mulher morena desperta nele esta memória afetiva. Com efeito, o próprio Victarion não parece compreender porque aceitou a mulher ou mesmo porque não cumpriu seu desejo de sacrificá-la, a despeito de ter a perfeita noção de que qualquer presente de Euron é um presente de grego:
A mulher morena não respondeu. Euron havia cortado sua língua antes de dá-la para ele. Victarion não duvidada que o Olho de Corvo tivesse dormido com ela também. Era o jeito do seu irmão. Os presentes de Euron são envenenados, o capitão lembrara a si mesmo no dia em que a mulher morena veio a bordo*. Não quero nenhum de seus restos. Decidira, então, que cortaria a garganta dela e a atiraria ao mar, um sacrifício de sangue para o Deus Afogado.* De alguma forma, contudo, jamais chegara nem perto de fazer isso*.*
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Pior, esta sensação de familiaridade poderia justificar também a razão pela qual Victarion confiava seus segredos a ela. Não que a mudez da mulher não tenha parte nisso. Afinal, é o que os próprios pensamentos de Victarion indicam:
Cada vez mais, temia que tivessem navegado longe demais, em mares desconhecidos onde até mesmo os deuses eram estranhos... mas, essas dúvidas, ele confidenciava apenas para sua mulher morena, que não tinha língua para repeti-las.
[...]
Victarion podia falar com a mulher morena. Ela nunca tentava responder.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Contudo, isto não explica outros momentos em que Victarion observa ter uma conexão com a mulher morena que independem da confidencialidade verbal. Para estas situações, a memória afetiva me parece funcionar como uma justificativa muito melhor:
A mulher morena sabia o que ele queria sem que tivesse que pedir. Quando ele relaxou em sua cadeira, ela pegou um pano úmido e macio da bacia e o colocou em sua testa.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Outros exemplos disto são a forma como Victarion parece confiar na mulher morena não só mais do que em Meistre Kerwin, capturado em escudoverde (o que é até justificável, pois os nascidos do ferro parecem desconfiar dos meistres, especialmente em um que servia a uma Casa inimiga derrotada)...
– Pegue esta sujeira e vá. – Victarion acenou para a mulher morena. – Ela pode fazer o curativo.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
... mas talvez até mais do que confia em Moqorro:
– [...] Gostaria que eu o sangrasse?
Victarion agarrou a mulher morena pelo pulso e a puxou para si.
Ela fará isso. Vá orar ao seu deus vermelho. Acenda seu fogo, e me diga o que vê.
Os olhos escuros de Moqorro pareceram brilhar.
– Vejo dragões.
(TWOW, Victarion)
No aspecto sexual, mesmo diante de sete mulheres treinadas para o prazer pelo Yunkaítas, Victarion diz-se satisfeito com sua mulher morena até que chegue o dia de tomar Daenerys para si:
Os senhores de escravos de Yunkai as haviam treinado no caminho dos sete suspiros, mas não era para isso que Victarion precisava delas. Sua mulher morena era suficiente para satisfazer seus apetites até que pudesse chegar a Meereen e reivindicar sua rainha.
(ADWD, Victarion)
A confiança na mulher morena é a tal ponto acentuada, que Victarion passa a suspeitar que seu meistre poderia estar causando a infecção do ferimento em sua mão. Ela é uma das duas únicas pessoas tratando seu ferimento em todo o barco, mas ele não só a exclui da lista de suspeitos como confidencia a ela suas suspeitas sobre Kerwin:
– Se não foi Serry, então quem? – perguntou para a mulher morena. – Poderia aquele rato daquele meistre estar causando isso? Meistres conhecem feitiços e outros truques. Ele pode estar usando um para me envenenar, esperando que eu o deixe cortar minha mão fora. – Quanto mais pensava nisso, mais provável lhe parecia. – O Olho de Corvo o deu para mim, criatura miserável que é. – Euron tirara Kerwin de Escudoverde, onde estava a serviço de Lorde Chester, cuidando de seus corvos e ensinando seus filhos, ou talvez de outros nas redondezas. E como o rato guinchava quando um dos mudos de Euron o entregara a bordo do Vitória de Ferro, arrastando-o pela corrente em seu pescoço. – Se isso é por vingança, ele se engana comigo. Foi Euron quem insistiu que ele fosse levado, para evitar que causasse danos com suas aves. – Seu irmão lhe dera três gaiolas de corvos também, para que Kerwin pudesse mandar notícias de sua viagem, mas Victarion proibira que fossem soltas. Que fique de molho, se perguntando o que está acontecendo.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
É claro que pode-se arguir que Victarion simplesmente é burro e não vê coisas que simplesmente estão acontecendo sob seu nariz. Entretanto, o que me surpreende neste diálogo é que ele cita Kerwin ser um presente envenenado de Euron como motivo para sua suspeita, sendo que ele está falando diretamente para o primeiro presente que ele mesmo julgou envenenado.
Assim, me parece que isto demonstra que Victarion realmente desenvolveu um elo afetivo com a mulher, não APENAS que ele é burro.

Comportamentos e habilidades curiosos

A mulher morena é estranha e age de forma estranha.
A primeira coisa a se registrar são as suspeitas do fandom. Os leitores em geral acreditam que a mulher morena espia Victarion para Euron. Pouquíssimos arriscam dizer que ela é uma espiã dos magos de Qarth (Warlocks). Entretanto, tanto os primeiros quanto os últimos dizem que a espionagem se dá de forma mágica.
Alguns dizem que Euron entra na pele da mulher morena (assumindo como verdadeira a teoria de que Euron é um troca-peles poderoso) para interagir com Euron. Outros dizem que Euron ou os warlocks simplesmente usam os ouvidos e olhos da mulher morena para clariaudiência ou clarividência, sem propriamente ter controle sobre ela.
Porém, eu não acredito que essas especulações tenham fundamento textual, mas partem de um sentimento geral de suspeita que é causado pelo que está no texto. Examinemos cada caso.
Lembram-se que eu disse que a menção de O Mundo de Gelo e Fogo sobre “prostitutas das cidades livres que se aventuram em Sothoryos poderem acabar em Lys” iria nos ajudar a esclarecer o comportamento esquisito da mulher morena? Pois bem, chegou a hora.
Victarion estava guerreando no Vago, quando retorna a sua cabine para ter com a mulher morena:
Em sua apertada cabine de popa, foi encontrar a mulher morena, úmida e pronta*; a batalha talvez também tivesse aquecido seu sangue.*
(AFFC, O Pirata)
Não é estranho que uma mulher que havia sido capturada e entregue a Victarion como uma escrava estivesse “úmida e pronta” assim que seu atual captor irrompesse pela porta vestido em armadura, suado e sangrando?
É claro que simplesmente poderíamos, como Victarion (mau sinal...), assumir que a batalha a tivesse excitado. Ou que Victarion seja mais atraente do que podemos pensar.
Mas não seria igualmente possível pensar que este seria um indício de que a mulher morena tem experiência como concubina?
É sabido que Martin fez com que os meistres da Cidadela tivesse um conhecimento de medicina mais avançado do que aqueles disponíveis para os praticante da medicina da Idade Média do mundo real. Entretanto, não está claro que este grau avançado de desenvolvimento também aconteça nas demais civilizações do resto do mundo que Martin criou.
Na verdade, parece que não, pois Mirri Maz Durr cita que aprendeu artes curativas com o Arquimeistre Marwyn, o que parece indicar que a Cidadela detém os melhores conhecimentos médicos do mundo:
Uma cantora de lua de Jogos Nhai deu-me de presente as suas canções de parto, uma mulher do seu povo cavaleiro ensinou-me as magias do capim, dos grãos e dos cavalos, e um meistre das Terras do Poente abriu um cadáver e mostrou-me todos os segredos que se escondem sob a pele.
Sor Jorah Mormont interveio.
– Um meistre?
– Chamava-se Marwyn – respondeu a mulher no Idioma Comum. – Do mar. Do outro lado do mar. As Sete Terras, disse ele. Terras do Poente. Onde os homens são de ferro e os dragões governam. Ensinou-me esta língua.
(AGOT, Daenerys VII)
Ocorre que a mulher morena parece ter bons conhecimentos sobre como tratar um ferimento:
A morena lavou o ferimento com vinagre fervido*. [...] Victarion dirigiu-se à morena enquanto ela enfaixava sua mão com* linho*. [...]*
(AFFC, O Pirata)
A mulher morena estava enfaixando sua mão com linho limpo, enrolando a faixa seis vezes ao redor da palma, quando Aguado Pyke apareceu [...].
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Em verdade, o tratamento que a mulher morena vinha aplicando a Victarion era justamente o que o meistre aplicava após punção dos ferimentos:
Sangue era bom. Victarion grunhiu em aprovação. Sentou-se firme enquanto o meistre secava, apertava e limpava o pus, com quadrados de tecido macio fervidos em vinagre*. Quando terminou, a água limpa na bacia tinha se tornado uma sopa espumante. A visão por si só podia fazer qualquer homem enjoar.*
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
A mulher morena até demonstrou ter mais intimidade com este tipo de ferimentos do que o próprio meistre Kerwin. O rosado meistre não é referência de estômago forte, claro, mas a reação de nojo da mulher morena é tão econômica, que parece apontar para certa prática no assunto:
O pus que irrompeu era grosso e amarelo como leite azedo. A mulher morena torceu o nariz para o cheiro, o meistre segurou a ânsia de vômito e até Victarion sentiu seu estômago revirar.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Por outro lado, apesar de ficar parecendo pela passagem abaixo que Victarion também poderia conhecer estes procedimentos (o que não seria impossível, já que o Cão de Caça demonstrou conhece-los também quando estava com Arya), eu acredito que Victarion simplesmente está com a memória ruim, pois quem lavou primeiro o ferimento foi a mulher morena (vide citação acima):
Um arranhão de um gatinho, Victarion disse para si mesmo, depois. Lavara o corte, despejara um pouco de vinagre fervido sobre ele, enfaixara-o e deixou de pensar naquilo, acreditando que a dor diminuiria e a mão se curaria com o tempo. Em vez disso, a ferida tinha infeccionado, até que Victarion começou a se perguntar se a lâmina de Serry estava envenenada. Por que mais a ferida se recusaria a sarar?
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
De fato, como o procedimento está correto e a medicina westerosi é mais avançada do que a medieval, muitos leitores se teorizam que a mulher morena poderia estar de alguma forma envenenando Victarion, ou ao menos matando-o devagar ao fazer algo para não permitir a cicatrização do corte.
Há até mesmo uma passagem em que vimos que o único procedimento sugerido pelo meistre que não é adotado pela mulher morena é tentar drenar o ferimento em local aberto:
O meistre sugerira que o ferimento seria mais bem drenado no convés, no ar fresco e à luz do sol, mas Victarion proibira. Aquilo não era algo que sua tripulação pudesse ver. Estavam a meio mundo de casa, longe demais para deixá-los ver seu capitão de ferro começar a enferrujar.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Caso ela realmente estivesse piorando a condição de Victarion, evitar o convés seria uma atitude compatível. O problema é descobrir com que finalidade ela estaria fazendo isso. O que nos leva ao próximo e principal item desta lista
· Reconhece Moqorro como perigoso
A reação explosiva da mulher morena ao ver Moqorro parece significar que ela o acha perigoso. Mas perigoso como? Para quem? Bem, a resposta depende de saber quem realmente é a mulher morena e quais seus propósitos.
Aqueles que acham que ela está sendo possuída magicamente ou servindo de olhos e ouvidos para poderes de clarividência e clariaudiência, seja por parte de Euron ou dos Warlocks, pensam que estes sabem que Moqorro põe seus planos em riscos, pois os poderes do sacerdote vermelho permitem saber que a mulher morena é uma marionente.
Já aqueles que acreditam que a mulher morena está envenenando ou adoecendo Victarion pensam que a reação dela se deu em decorrência de que ela sabe dos poderes “curativos” do sacerdote e que todo o trabalho que ela está tendo será perdido no momento em que Moqorro entrar em ação.
E há aqueles que acreditam que a mulher morena sabe que Moqorro não está ali para curar Victarion, mas sim para trazer um sofrimento ainda maior. Nesta hipótese a mulher morena estaria tentando avisar Victarion sobre o perigo que Moqorro representa, mas não tem como expressar isso devido à mudez e à personalidade tosca de Victarion.
Porém, todos concordam em um ponto: a mulher reconheceu Moqorro. A pergunta não deveria ser “que tipo de perigo ela acha que Moqorro representa”. Isso acho dificílimo de adivinhar. Mas parece um pouco mais factível se especular sobre “de onde ela conhece Moqorro ou alguém como Moqorro”.
Para isso precisamos listar as características visíveis sobre Moqorro. Aquelas que fariam alguém entender quem ele é logo à primeira vista:
  1. Porte físico impressionante
  2. Cor de pele singular
  3. Tatuagens de chamas no rosto
Quanto ao porte físico, duvido que isso faça alguma diferença para a mulher morena, haja vista que há homens como Andrik, o Sério entre os homens de ferro.
A cor de pele da pele de Moqorro pode gerar duas reações. Uma demonstração simples de racismo, como ocorreu com os primeiros Ghiscari a chegarem às Ilhas do Verão (TWOIAF, As Ilhas do Verão). Ou a cor pode realmente vir de algo que lembre “um homem que foi tostado nas chamas até que sua carne carbonizou e caiu soltando fumaça de seus ossos”.
Nesse último caso, a cor da pele de Moqorro denunciaria algum grau avançado de poder místico. O fato de a mulher morena ter percebido isto induz a pensa que ela pode ter tido algum encontro com este tipo de pessoa no passado. Um encontro traumático, claro.
Por fim, se forem as tatuagens, simplesmente a mulher morena tem algo contra sacerdotes de R’hllor.
A parte interessante é que Moqorro não mostra interesse algum na mulher. Mas Moqorro não mostra interesse algum em ninguém, nem mesmo os tripulantes que pediram que Victarion o matasse.
Os homens de Euron são compostos de “mudos e mestiços”. Isso quer dizer que os mestiços não são necessariamente mudos. Vimos, inclusive, que um dos filhos bastardos mestiços de Euron fala. Portanto, cortar a língua da mulher morena foi uma atitude deliberada de Euron. Ou ela era parte da tripulação como os demais mudos?
Por outro lado, diante de tantas possibilidades de origens estrangeiras para a mulher, fica a pergunta: ela fala a língua comum? Sequer entende o que Victarion está falando?

Propósito e futuro

Se a mulher é uma espiã de Euron, então Euron está fazendo uma farta colheita. Mas de que serve toda esta informação agora? Será útil a Euron ou aos Warlocks no futuro saber que Moqorro está com Daenerys? Ou as notícias de que Daenerys está morta já podem ser suficientes?
Em suma, que futuro existirá para a mulher morena se tantas pessoas apostam na morte de Victarion? O próprio Victarion pensa em fazê-la de camareira:
– Ela será minha esposa, e você será minha camareira. – Uma camareira sem língua nunca deixaria escapar nenhum segredo.
Ele poderia ter dito mais, mas foi então que o meistre chegou, batendo na porta da cabine, tímido como um rato.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Há também a possibilidade de que ela carregue um filho de Euron em si. Afinal, o próprio VIctarion suspeita de que Euron já havia se deitado com a mulher antes de passa-la a ele.
Por terminar as especulações sem spoilers, seria a mulher morena uma feiticeira com poderes próprios e um objetivo claro em Meereen?

Especulações com spoilers de Ventos do Inverno

O capítulo de Victarion em Ventos do Inverno não é completo. Ele termina com algumas notas sem transcrição literal dos eventos:
❖ A mulher morena sangra o braço de Victarion em uma bacia. Victarion esfrega o sangue no berrante, murmurando suavemente para ele “​Meu berrante… dragões…”;
❖ Victarion masturba a mulher morena, não há penetração. Ele pensa que não gosta de transar antes da batalha;
❖ A mulher morena o ajuda a colocar a armadura, ele faz um discurso vibrante para a tripulação, e eles velejam em direção a Meereen.
(TWOW, Victarion)
Como a mulher morena é citada em todas as notas finasi, algumas perguntas ficam no ar:
Se Euron ou os Warlocks estão assistindo VIctarion reinvindicar o berrante via mulher morena, eles teriam algo preparado para fazer caso isso acontecesse? Fazia parte dos planos?
Qual é a importância de Victarion masturbar a mulher morena? Teria alguma relação com o braço que ele usa para fazer isso? Victarion usaria seu braço fumacento para fazer algo do tipo? Por que diabos ele faria algo do tipo?
A mulher morena fica para trás no navio quando os nascidos no ferro descem para atacar Meereen. Ela pode sabotar alguma parte dos planos? Teria alguma relação com o Atador de Dragões?
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2019.07.18 19:18 altovaliriano O Clube das Senhoras Mortas

Link: https://bit.ly/2JFSJ6B
Autor: Lauren (autodescrita como "dona de pre-gameofthrones e asoiafuniversity")

“Senhoras morrem ao dar à luz. Ninguém canta canções sobre elas.”
O Clube das Senhoras Mortas é um termo que eu inventei por volta de 2012 para descrever o Panteão de personagens femininas subdesenvolvidas em ASOIAF a partir da geração anterior ao início da história.
É um termo que carrega críticas inerentes a ASOIAF, que esta postagem irá abordar, em um ensaio dividido em nove partes. A primeira, segunda e a terceira parte deste ensaio definem o termo em detalhes. As seções subsequentes examinam como essas mulheres foram descritas e por que este aspecto de ASOIAF merece críticas, explorando a permeabilidade da trope das mães mortas na ficção, o uso excessivo de violência sexual ao descrever estas mulheres e as diferenças da representação do sacrifício masculino versus o sacrifício feminino na narrativa de GRRM.
Para concluir, eu afirmo que a maneira como estas mulheres foram descritas mina a tese de GRRM, e ASOIAF – uma série que eu considero como sendo uma das maiores obras de fantasia moderna – fica mais pobre por causa disso.
*~*~*~*~
PARTE I: O QUE É O CLUBE DAS SENHORAS MORTAS [the Dead Ladies Club]?
Abaixo está uma lista das mulheres que eu pessoalmente incluo no Clube das Senhoras Mortas [ou simplesmente CSM]. Esta lista é flexível, mas é geralmente sobre quem as pessoas estão falando quando falam sobre o CSM [DLC, no original]:
  1. Lyanna Stark
  2. Elia Martell
  3. Ashara Dayne
  4. Rhaella Targaryen
  5. Joanna Lannister
  6. Cassana Estermont
  7. Tysha
  8. Lyarra Stark
  9. A Princesa Sem Nome de Dorne (mãe de Doran, Elia, e Oberyn)
  10. Mãe sem Nome de Brienne
  11. Minisa Whent-Tully
  12. Bethany Ryswell-Bolton
  13. EDIT – A Esposa do Moleiro - GRRM nunca deu nome a ela, porém ela foi estuprada por Roose Bolton e deu à luz a Ramsay
  14. Eu posso estar esquecendo alguém.
A maioria do CSM é composta de mães, mortas antes de a série começar. Deliberadamente, eu uso a palavra "panteão" quando estou descrevendo o CSM, porque, como os deuses da mitologia antiga, estas mulheres normalmente exercem grande influência ao longo da vida de nossos atuais POVs e sua deificação é em grande parte o problema. As mulheres do CSM tendem a ser fortemente romantizadas ou fortemente vilanizadas pelo texto; ou em um pedestal ou de joelhos, para parafrasear Margaret Attwood. As mulheres do CSM são descritas por GRRM como pouco mais do que fantasias masculinas e tropes batidos, definidas quase que exclusivamente por sua beleza e magnetismo (ou falta disso). Elas não têm qualquer voz própria. Muitas vezes elas sequer têm nome. Elas são frequentemente vítimas de violência sexual. Elas são apresentadas com pouca ou nenhuma escolha em suas histórias, algo que eu considero como sendo um lapso particularmente notório quando GRRM diz que são nossas escolhas que nos definem.
O espaço da narrativa que é dado a sua humanidade e sua interioridade (sua vida interior, seus pensamentos e sentimentos, à sua existência como indivíduos) é mínimo ou inexistente, que é uma grande vergonha em uma série que foi feita para celebrar a nossa humanidade comum. Como posso ter fé na tese de ASOIAF, que as vidas das pessoas "tem significado, não sua morte", quando GRRM criou um círculo de mulheres cujo principal, se não único propósito, era morrer?
Eu restringi o Clube das Senhoras Mortas às mulheres de até duas gerações atrás porque a Senhora em questão deve ter alguma conexão imediata com um personagem POV ou um personagem de segundo escalão. Essas mulheres tendem a ser de importância imediata para um personagem POV (mães, avós, etc.), ou no máximo elas estão a um personagem de distância de um personagem POV na história principal (AGOT - ADWD +).
Exemplo #1: Dany (POV) – > Rhaella Targaryen
Exemplo #2: Davos (POV) – > Stannis – > Cassana Estermont
*~*~*~*~
PARTE II: "E AGORA, DIGA O NOME DELA."
Lyanna Stark, "linda e voluntariosa, e morta antes do tempo". Sabemos pouco sobre Lyanna além de quantos homens a desejaram. Uma figura tipo Helena de Troia, um continente inteiro de homens lutou e morreu porque "Rhaegar amou sua Senhora Lyanna". Ele a amava o suficiente para trancá-la em uma torre, onde ela deu à luz e morreu. Mas quem era ela? Como ela se sentiu sobre qualquer um desses eventos? O que ela queria? Quais eram suas esperanças, seus sonhos? Sobre isto, GRRM permanece em silêncio.
Elia Martell, "gentil e inteligente, com um coração manso e uma sagacidade doce." Apresentada na narrativa como uma mãe e uma irmã morta, uma esposa deficiente que não poderia dar à luz a mais filhos, ela é definida unicamente por suas relações com vários homens, com nenhuma história própria além de seu estupro e assassinato.
Ashara Dayne, a donzela na torre, a mãe de uma filha natimorta, a bela suicida, não temos quaisquer detalhes de sua personalidade, somente que ela foi desejada por Barristan o Ousado e Brandon ou Ned Stark (ou talvez ambos).
Rhaella Targaryen, Rainha dos Sete Reinos por mais de 20 anos. Sabemos que Aerys abusou e estuprou para conceber Daenerys. Sabemos que ela sofreu muitos abortos. Mas o que sabemos sobre ela? O que ela achou do desejo de Aerys de fazer florescer os desertos dorneses? O que ela passou fazendo durante 20 anos quando não estava sendo abusada? Como ela se sentiu quando Aerys mudou a corte de Rochedo Casterly por quase um ano? Não temos respostas para qualquer uma dessas perguntas. Yandel escreveu todo um livro de história de ASOIAF fornecendo muitas informações sobre as personalidades e peculiaridades e medos e desejos de homens como Aerys e Tywin e Rhaegar, então eu conheço quem são esses homens de uma forma que não conheço as mulheres no cânone. Não acho que seja razoável que GRRM deixe a humanidade de Rhaella praticamente em branco quando ele teve todo O Mundo de Gelo e Fogo para detalhar sobre personagens anteriores a saga, e ele poderia facilmente ter escrito uma pequena nota lateral sobre a Rainha Rhaella. Temos uma porção de diários e cartas e coisas sobre os pensamentos e sentimentos de rainhas medievais do mundo real, então por que Yandel (e GRRM) não nos informaram um pouco mais sobre a última rainha Targaryen nos Sete Reinos? Por que nós não temos uma ilustração de Rhaella em TWOIAF?
Joanna Lannister, desejada por ambos um Rei e um Mão do Rei e feita sofrer por isso, ela morreu dando à luz Tyrion. Sabemos do "amor que havia entre" Tywin e Joanna, mas detalhes sobre ela são raros e distantes. Em relação a muitas destas mulheres, as escassas linhas no texto sobre elas deixam frequentemente o leitor a perguntar, "bem, o que exatamente isso que dizer?". O que exatamente significa que Lyanna fosse voluntariosa? O que exatamente significa que Rhaella fosse consciente de seu dever? Joanna não é exceção, com a provocativa (ainda que frustrantemente vaga) observação de GRRM de que Joanna "governava" Tywin em casa. Joanna é meramente um esboço grosseiro no texto, como um reflexo obscuro.
Cassana Estermont. Honestamente eu tentei recordar uma citação sobre Cassana e percebi que não houve qualquer uma. Ela é um amor afogado, a esposa morta, a mãe morta, e não sabemos de mais nada.
Tysha, uma adolescente que foi salva de estupradores, apenas para sofrer estupro coletivo por ordem de Tywin Lannister. O paradeiro dela tornou-se algo como um talismã para Tyrion em ADWD, como se encontrá-la fosse libertá-lo da longa e negra sombra de seu pai morto, mas fora a violência sexual que ela sofreu, não sabemos mais nada sobre essa garota humilde exceto que ela amava um menino considerado pela sociedade westerosi como indigno de ser amado.
Quanto a Lyarra, Minisa, Bethany e as demais, sabemos pouco mais que seus nomes, suas gravidezes e suas mortes, e de algumas não temos sequer nomes.
Eu por vezes incluo Lynesse Hightower e Alannys Greyjoy como membras honorárias, apesar de que, obviamente, elas não estejam mortas.
Eu disse acima que as mulheres do CSM ou são postas em um pedestal ou colocadas de joelhos. Lynesse Hightower se encaixa em ambos os casos: foi-nos apresentada por Jorah como uma história de amor saída direto das canções, e vilanizada como a mulher que deixou Jorah para ser uma concubina em Lys. Nas palavras de Jorah, ele odeia Lynesse, quase tanto quanto a ama. A história de Lynesse é definida por uma porção de tropes batidas; ela é a “Stunningly Beautiful” “Uptown Girl” / “Rich Bitch” “Distracted by the Luxury” até ela perceber que Jorah é “Unable to support a wife”. (Todos estes são explicados no tv tropes se você quiser ler mais.) Lynesse é basicamente uma encarnação da trope gold digger sem qualquer profundidade, sem qualquer subversão, sem aprofundar muito em Lynesse como pessoa. Mesmo que ela ainda esteja viva, mesmo que muitas pessoas ainda vivas conheçam-na e sejam capazes de nos dizer sobre ela como pessoa, elas não o fazem.
Alannys Greyjoy eu inclui pessoalmente no Clube das Senhoras Mortas porque sua personagem se resume a uma “Mother’s Madness” com pouco mais sobre ela, mesmo que, novamente, não esteja morta.
Quando eu incluo Lynesse e Alannys, cada região nos Sete Reinos de GRRM fica com pelo menos uma do CSM. Foi uma coisa que se sobressaiu para mim quando eu estava lendo pela primeira vez – quão distribuídas estão as mães mortas e mulheres descartadas de GRRM, não é só em uma Casa, está em todos os lugares da obra de GRRM.
E quando digo "em toda a obra do GRRM," eu quero dizer em todos os lugares. Mães mortas em segundo plano (normalmente no parto) antes de a história começar é um trope que GRRM usa ao longo de sua carreira, em Sonho Febril, Dreamsongs e Armageddon Rag e em seus roteiros para TV. Demonstra falta de imaginação e preguiça, para dizer o mínimo.
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PARTE III: QUEM NÃO SÃO ELAS?
Mulheres históricas e mortas há muito tempo, como Visenya Targaryen, não estão incluídas no Clube das Senhoras Mortas. Por que, você pergunta?
Se você for até o americano comum na rua, provavelmente será capaz de lhe dizer algo sobre a mãe, a avó, a tia ou alguma outra mulher em suas vidas que seja importante para eles, e você pode ter uma ideia sobre quem eram essas mulheres como pessoas. Mas o americano médio provavelmente não poderá contar muito sobre Martha Washington, que viveu séculos atrás. (Se você não é americano, substitua “Martha Washington” pelo nome da mãe de uma figura política importante que viveu há 300 anos. Sou americana, então este é o exemplo que estou usando. Além disso, eu já posso ouvir os nerds da história protestando - sente-se, você está nitidamente acima da média.).
Da mesma forma, o westerosi médio deve (misoginia à parte) geralmente ser capaz de lhe dizer algo sobre as mulheres importantes em suas vidas. Na história da vida de nosso mundo, reis, senhores e outros nobres compartilharam ou preservaram informações sobre suas esposas, mães, irmãs e outras mulheres, apesar de terem vivido em sociedades medievais extremamente misóginas.
Então, não estou falando “Ah, meus deus, uma mulher morreu, fiquem revoltados”. Não é isso.
Eu geralmente limito o CSM às mulheres que morreram recentemente na história westerosi e que tiveram suas humanidades negadas de uma maneira que seus contemporâneos do sexo masculino não tiveram.
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PARTE IV: POR QUE ISSO IMPORTA?
O Clube da Senhoras Mortas é formado por mulheres de até duas gerações passadas, sobre as quais devemos saber mais, mas não sabemos. Nós sabemos pouco mais além de que elas tiveram filhos e morreram. Eu não conheço essas mulheres, exceto através do fandom transformativo. Eu conheci muito sobre os personagens masculinos pré-série no texto, mas cânone não me dá quase nada sobre essas mulheres.
Para copiar de outra postagem minha sobre essa questão, é como se as Senhoras Mortas existissem na narrativa do GRRM apenas para serem abusadas, estupradas, parir e morrer para mais tarde terem seus semblantes imutáveis moldados em pedra e serem colocadas em pedestais para serem idealizadas. As mulheres do Clube das Senhoras Mortas não têm a mesma caracterização e evolução dos personagens masculinos pré-série.
Pense em Jaime, que, embora não seja um personagem pré-série, é um ótimo exemplo de como o GRRM pode usar a caracterização para brincar com seus leitores. Começamos vendo Jaime como um babaca que empurra crianças de janelas (e não me entenda mal, ele ainda é um babaca que empurra crianças para fora das janelas), mas ele também é muito mais do que isso. Nossa percepção como leitores muda e entendemos que Jaime é bastante complexo, multicamadas e cinza.
Quanto a personagens masculinos mortos pré-série, GRRM ainda consegue fazer coisas interessantes com suas histórias, e transmitir seus desejos, e brincar com as percepções dos leitores. Rhaegar é um excelente exemplo. Os leitores vão da versão de Robert da história, de que Rhaegar era um supervilão sádico, à ideia de que o que quer que tenha acontecido entre Rhaegar e Lyanna não foi tão simples como Robert acreditava, e alguns fãs progrediam ainda mais para essa ideia de que Rhaegar era fortemente motivado por profecias.
Mas nós não temos esse tipo de desenvolvimento de personagens com as Senhoras Mortas. Por exemplo, Elia existe na narrativa para ser estuprada e morrer, e para motivar os desejos de Doran por justiça e vingança, um símbolo da causa dornesa, um lembrete da narrativa de que são os inocentes que mais sofrem no jogo dos tronos. . Mas nós não sabemos quem ela era como pessoa. Nós não sabemos o que ela queria na vida, como ela se sentia, com o que ela sonhava.
Nós não temos caracterização do CSM, nós não temos mudanças na percepção, mal conseguimos qualquer coisa quando se trata dessas mulheres. GRRM não escreve personagens femininas pré-série da mesma maneira que ele escreve personagens masculinos pré-série. Essas mulheres não recebem espaço na narrativa da mesma forma que seus contemporâneos masculinos.
Pensa na Princesa Sem Nome de Dorne, mãe de Doran, Elia e Oberyn. Ela era a única governante feminina de um reino enquanto a geração Rebelião de Robert estava surgindo, e ela também é a única líder de uma grande Casa durante esse período cujo nome não temos.
O Norte? Governado por Rickard Stark. As Terras Fluviais? Governadas por Hoster Tully. As Ilhas de Ferro? Governadas por Quellon Greyjoy. O Vale? Governado por Jon Arryn. As Terras Ocidentais? Governadas por Tywin Lannister. As Terras da Tempestade? Steffon, e depois Robert Baratheon. A Campina? Mace Tyrell. Mas e Dorne? Apenas uma mulher sem nome, ops, quem diabos liga, quem liga, por se importar com um nome, quem precisa de um, não é como se nomes importassem em ASOIAF, né? *sarcasmo*
Não nos deram o nome dela nem em O Mundo de Gelo e Fogo, ainda que a Princesa Sem Nome tenha sido mencionada lá. E essa falta de um nome é muito limitante - é tão difícil discutir a política de um governante e avaliar suas decisões quando o governante nem sequer tem um nome.
Para falar mais sobre o anonimato das mulheres... Tysha não conseguiu um nome até o A Fúria dos Reis. Apesar de terem sido mencionadas nos apêndices do livro 1, nem Joanna nem Rhaella foram nomeadas dentro da história até o A Tormenta de Espadas. A mãe de Ned Stark não tinha um nome até surgir a árvore genealógica no apêndice da TWOIAF. E quando a Princesa Sem Nome de Dorne conseguirá um nome? Quando?
Quando penso nisso, não posso deixar de pensar nesta citação: "Ela odiava o anonimato das mulheres nas histórias, como se elas vivessem e morressem só para que os homens pudessem ter sacadas metafísicas." Muitas vezes essas mulheres existem para promover os personagens masculinos, de uma forma que não se aplica a homens como Rhaegar ou Aerys.
Eu não acho que GRRM esteja deixando de fora ou atrasando esses nomes de propósito. Eu não acho que GRRM está fazendo nada disso deliberadamente. O Clube das Mulheres Mortas, em minha opinião, é o resultado da indiferença, não de maldade.
Mas esses tipos de descuidos, como a princesa de Dorne, que não têm nome, são, em minha opinião, indicativos de uma tendência muito maior - GRRM recusa dar espaço a essas mulheres mortas na narrativa, ao mesmo tempo em que proporciona espaço significativo aos personagens masculinos mortos ou anteriores à série. Esta questão, em minha opinião, é importante para a teoria espacial feminista - ou as maneiras pelas quais as mulheres habitam ou ocupam o espaço (ou são impedidas de fazê-lo). Algumas acadêmicas feministas argumentam que mesmo os “lugares” ou “espaços” conceituais (como uma narrativa ou uma história) influenciam o poder político, a cultura e a experiência social das pessoas. Essa discussão provavelmente está além do escopo desta postagem, mas basicamente argumenta-se que as mulheres e meninas são socializadas para ocupar menos espaço do que os homens em seus arredores. Assim, quando o GRRM recusa o espaço narrativo para as mulheres pré-série de uma forma que ele não faz para os homens pré-série, sinto que ele está jogando a favor de tropes misóginas ao invés de subvertê-las.
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PARTE V: A MORTE DA MÃE
Dado que muitas dos CSM (embora não todas) eram mães, e que muitas morreram no parto, eu quero examinar este fenômeno com mais detalhes, e discutir o que significa para o Clube das Senhoras Mortas.
A cultura popular tende a priorizar a paternidade, marginalizando a maternidade. (Veja a longa história de mães mortas ou ausentes da Disney, storytelling que é meramente uma continuação de uma tradição de conto de fadas muito mais antiga da “aniquilação simbólica” da figura materna.) As plateias são socializadas para ver as mães como “dispensáveis”, enquanto pais são “insubstituíveis”:
Isto é alcançado não apenas removendo a mãe da narrativa e minando sua atividade materna, mas também mostrando obsessivamente sua morte, repetidas vezes. […] A morte da mãe é invocada repetidamente como uma necessidade romântica [...] assim parece ser um reflexo na cultura visual popular matar a mãe. [x]
Para mim, a existência do Clube das Senhoras Mortas está perpetuando a tendência de desvalorizar a maternidade, e ao contrário de tantas outras coisas sobre o ASOIAF, não é original, não é subversivo e não é boa escrita.
Pense em Lyarra Stark. Nas próprias palavras de GRRM, quando perguntado sobre quem era a mãe de Ned Stark e como ela morreu, ele nos diz laconicamente: “Senhora Stark. Ela morreu”. Não sabemos nada sobre Lyarra Stark, além de que ela se casou com seu primo Rickard, deu à luz quatro filhos e morreu durante ou após o nascimento de Benjen. É outro exemplo de indiferença casual e desconsideração do GRRM para com essas mulheres, e isso é muito decepcionante vindo de um autor que é, em diversos aspectos, tão incrível. Se GRRM pode imaginar um mundo tão rico e variado como Westeros, por que é tão comum que quando se trata de parentes femininos de seus personagens, tudo o que GRRM pode imaginar é que eles sofrem e morrem?
Agora, você pode estar dizendo, “morrer no parto é apenas algo que acontece com as mulheres, então qual é o grande problema?”. Claro, as mulheres morriam no parto na Idade Média em percentuais alarmantes. Suponhamos que a medicina westerosi se aproxime da medicina medieval - mesmo se fizermos essa suposição, a taxa em que essas mulheres estão morrendo no parto em Westeros é excessivamente alta em comparação com a verdadeira Idade Média, estatisticamente falando. Mas aqui vai a rasteira: a medicina de Westerosi não é medieval. A medicina de Westerosi é melhor do que a medicina medieval. Parafraseando meu amigo @alamutjones, Westeros tem uma medicina melhor do que a medieval, mas pior do que os resultados medievais quando se trata de mulheres. GRRM está colocando interferindo na balança aqui. E isso demonstra preguiça.
Morte no parto é, por definição, um óbito muito pertencente a um gênero. E é assim que GRRM define essas mulheres - elas deram à luz e elas morreram, e nada mais sobre elas é importante para ele. ("Senhora Stark. Ela morreu.") Claro, há algumas pequenas minúcias que podemos reunir sobre essas mulheres se apertarmos os olhos. Lyanna foi chamada de voluntariosa, e ela teve algum tipo de relacionamento com Rhaegar Targaryen que o júri ainda está na expectativa de conhecer, mas seu consentimento foi duvidoso na melhor das hipóteses. Joanna estava felizmente casada, e ela foi desejada por Aerys Targaryen, e ela pode ou não ter sido estuprada. Rhaella foi definitivamente estuprada para conceber Daenerys, que ela morreu dando à luz.
Por que essas mulheres têm um tratamento de gênero? Por que tantas mães morreram no parto em ASOIAF? Os pais não tendem a ter mortes motivadas por seu gênero em Westeros, então por que a causa da morte não é mais variada para as mulheres?
E por que tantas mulheres em ASOIAF são definidas por sua ausência, como buracos negros, como um espaço negativo na narrativa?
O mesmo não pode ser dito de tantos pais em ASOIAF. Considere Cersei, Jaime e Tyrion, mas cujo pai é uma figura divina em suas vidas, tanto antes como depois de sua morte. Mesmo morto, Tywin ainda governa a vida de seus filhos.
É a relação entre pai e filho (Randyll Tarly, Selwyn Tarth, Rickard Stark, Hoster Tully, etc.) que GRR dá tanto peso em relação ao relacionamento da mãe, com notáveis exceções encontradas em Catelyn Stark e Cersei Lannister. (Embora com Cersei, acho que poderia ser arguir que GRRM não está subvertendo nada - ele está jogando no lado negro da maternidade, e a ideia de que as mães prejudicam seus filhos com sua presença - que é basicamente o outro lado da trope da mãe morta - mas esta postagem já está com um tamanho absurdo e eu não vou entrar nisso aqui.)
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PARTE VI: O CSM E VIOLÊNCIA SEXUAL
Apesar de suas alegações de verossimilhança histórica, GRRM fez Westeros mais misógino do que a verdadeira Idade Média. Tendo em conta que detalhes sobre violência sexual são as principais informações que temos sobre o CSM, por que é necessária tanta violência sexual?
Eu discuto esta questão em profundidade na minha tag #rape culture in Westeros, mas acho que merece ser tocado aqui, pelo menos brevemente.
Garotas como Tysha são definidas pela violência sexual pela qual passaram. Sabemos sobre o estupro coletivo de Tysha no livro 1, mas sequer aprendemos seu nome até o livro 2. Muitas do CSM são vítimas de violência sexual, com pouca ou nenhuma atenção dada a como essa violência as afetou pessoalmente. Mais atenção é dada a como a violência sexual afetou os homens em suas vidas. Com cada novo assédio sexual que Joanna sofreu em razão de Aerys, sabemos que por meio de O Mundo de Gelo e Fogo que Tywin rachou um pouco mais, mas como Joanna se sentiu? Sabemos que Rhaella havia sido abusada a ponto de parecer que uma fera a atacara, e sabemos que Jaime se sentia extremamente conflituoso por causa de seus juramentos da Guarda Real, mas como Rhaella se sentia quando seu agressor era seu irmão-marido? Sabemos mais sobre o abuso que essas mulheres sofreram do que sobre as próprias mulheres. A narrativa objetifica, ao invés de humanizar, o CSM.
Por que os personagens messiânicos de GRRM têm que ser concebidos por meio de estupro? A figura materna sendo estuprada e sacrificada em prol do messias/herói é uma trope de fantasia velha e batida, e GRRM faz isso não uma vez, mas duas (ou possivelmente três) vezes. Sério, GRRM? Sério? GRRM não precisa depender de mães estupradas e mortas como parte de sua história trágica pré-fabricada. GRRM pode fazer melhor que isso, e ele deveria. (Mais debates na minha tag #gender in ASOIAF.)
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PARTE VII: SACRIFÍCIO MASCULINO, SACRIFÍCIO FEMININO E ESCOLHA
Agora, você pode estar se perguntando: "É normal que os personagens masculinos se sacrifiquem, então por que as mulheres não podem se sacrificar em prol do messias? O sacrifício feminino não é subversivo?”
Sacrifício masculino e sacrifício feminino muitas vezes não são os mesmos na cultura popular. Para resumir - os homens se sacrificam, enquanto as mulheres são sacrificadas.
As mulheres que morrem no parto para dar à luz o messias não são a mesma coisa que os personagens masculinos fazendo uma última grande investida com armas em punho para dar ao Herói Messiânico a chance de Fazer A Coisa. Os personagens masculinos que se vão com armas fumegantes em mãos escolhem esse destino; é o resultado final da sua caracterização fazer isso. Pense em Syrio Forel. Ele escolhe se sacrificar para salvar um dos nossos protagonistas.
Mas mulheres como Lyanna, Rhaella e Joanna não tiveram uma escolha, não tiveram nenhum grande momento de vitória existencial que fosse a ápice de seus personagens; eles apenas morreram. Elas sangraram, elas adoeceram, elas foram assassinados - elas-apenas-morreram. Não havia grande escolha para se sacrificar em favor de salvar o mundo, não havia opção de recusar o sacrifício, não havia escolha alguma.
E isso é fundamental. É isso que está no coração de todas as histórias do GRRM: escolha. Como eu disse aqui,
“Escolha […]. Esta é a diferença entre bem e mal, você sabe disso. Agora parece que sou eu que tenho que fazer uma escolha” (Sonho Febril). Nas palavras do próprio GRRM, “Isso é algo que se vê bem em meus livros: Eu acredito em grandes personagens. Todos nós somente capazes de fazer grandes coisas, e de fazer coisas ruins. Nós temos os anjos e os demônios dentro de nós, e nossas vidas são uma sucessão de escolhas.” São as escolhas que machucam, as escolhas em que o bom e o mal são sopesados – essas são as escolhas em que “o coração humano [está] em conflito consigo mesmo”, o que GRRM considera “a única coisa que vale a pena escrever sobre”.
Homens como Aerys, Rhaegar e Tywin fazem escolhas em ASOIAF; mulheres como Rhaella não têm nenhuma escolha na narrativa.
GRRM acha que não vale a pena escrever sobre as histórias do Clube das Senhoras Mortas? Não houve nenhum momento na mente do GRRM em que Rhaella, Elia ou Ashara se sentiram em conflito em seus corações, em nenhum momento eles sentiram suas lealdades divididas? Como Lynesse se sentiu escolhendo concubinato? E sobre Tysha, que amou um garoto Lannister, mas sofreu estupro coletivo nas mãos da Casa Lannister? Como ela se sentiu?
Seria muito diferente se soubéssemos sobre as escolhas que Lyanna, Rhaella e Elia fizeram. (O Fandom frequentemente especula sobre se, por exemplo, Lyanna escolheu ir com Rhaegar, mas o texto permanece em silêncio sobre este assunto mesmo em A Dança dos Dragões. GRRM permanece em silêncio sobre as escolhas dessas mulheres.)
Seria diferente se o GRRM explorasse seus corações em conflito, mas não ficamos sabendo de nada sobre isso. Seria subversivo se essas mulheres escolhessem ativamente se sacrificar, mas não o fizeram.
Dany provavelmente está sendo criada como uma mulher que ativamente escolhe se sacrificar para salvar o mundo, e acho isso subversivo, um esforço valoroso e louvável da parte da GRRM lidar com essa dicotomia entre o sacrifício masculino e o sacrifício feminino. Mas eu não acho que isso compensa todas essas mulheres mortas sacrificadas no parto sem escolha.
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PARTE VIII: CONCLUSÕES
Espero que este post sirva como uma definição funcional do Clube das Senhoras Mortas, um termo que, pelo menos para mim, carrega muitas críticas ao modo como a GRRM lida com essas personagens femininas. O termo engloba a falta de voz dessas mulheres, o abuso excessivo e fortemente ligado ao gênero que sofreram e sua falta de caracterização e arbítrio.
GRRM chama seus personagens de seus filhos. Eu me sinto como essas mulheres mortas - as mães, as esposas, as irmãs - eu sinto como se essas mulheres fossem crianças natimortas de GRRM, sem nada a não ser um nome em uma certidão de nascimento, e muito potencial perdido, e um buraco onde já houve um coração na história de outra pessoa. Desde os meus primeiros dias no tumblr, eu queria dar voz a essas mulheres sem voz. Muitas vezes elas foram esquecidas, e eu não queria que elas fossem.
Porque se elas fossem esquecidas - se tudo o que havia para elas era morrer - como eu poderia acreditar em ASOIAF?
Como posso acreditar que “a vida dos homens tem significado, não sua morte” se GRRM criou este grupo de mulheres meramente para ser sacrificado? Sacrificado por profecia, ou pela dor de outra pessoa, ou simplesmente pela tragédia em tudo isso?
Como posso acreditar em todas as coisas que a ASOIAF representa? Eu sei que GRRM faz um ótimo trabalho com Sansa, Arya e Dany e todos os outros POVs femininos, e eu o admiro por isso.
Mas quando a ASOIAF pergunta, “o que é a vida de um garoto bastardo perante um reino?” Qual é o valor de uma vida, quando comparada a tanta coisa? E Davos responde, suavemente, “Tudo”… Quando ASOIAF diz que… quando a ASOIAF diz que uma vida vale tudo, como as pessoas podem me dizer que essas mulheres não importam?
Como posso acreditar em ASOIAF como uma celebração à humanidade, quando a GRRM desumaniza e objetifica essas mulheres?
O tratamento dessas mulheres enfraquece a tese central da ASOIAF, e não precisava ser assim. GRRM é melhor do que isso. Ele pode fazer melhor.
Eu quero estar errada sobre tudo isso. Eu quero que GRRM nos conte em Os Ventos do Inverno tudo sobre as escolhas de Lyanna, e eu quero aprender o nome da Princesa Sem Nome, e eu quero saber que três mulheres não foram estupradas para cumprir uma profecia da GRRM. Eu quero que GRRM sopre vida dentro delas, porque eu o considero o melhor escritor de fantasia vivo.
Mas eu não sei se ele fará isso. O melhor que posso dizer é eu quero acreditar.
[...]
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2017.11.13 21:35 tombombadil_uk Today I fucked up: a estranha sensação de reencontrar um amor do passado 12 anos depois / Parte 2

Não esperava que a Parte 2 ia rolar tão cedo, mas tem atualizações aí. Para quem quiser, dessa vez tem um TL/DR no fim.
A parte 1 é essa aqui: https://www.reddit.com/brasil/comments/7c6tsx/today_i_fucked_up_a_estranha_sensa%C3%A7%C3%A3o_de/
PS.: escrevi isso aqui correndo assim que cheguei em casa, então provavelmente pode estar confuso ou com uns errinhos. Nem de perto foi tão trabalhado quanto o conto que eu fiz da primeira parte. Me desculpem de antemão.
Tive uns dos finais de semana mais atípicos dos últimos anos. Acho que nunca viajei tanto em memórias e dúvidas. Será que realmente rolava alguma coisa? Aliás, será que foi ela mesmo que eu vi na rua? Ela aprecia tão mais velha que talvez sequer fosse a mesma pessoa. E cá estava eu viajando porque uma pessoa aleatória me morou na rua e eu a confundi com alguém que não vejo há doze anos.
Ainda assim, embarquei na onda da nostalgia. Escutei os CDs do Linkin Park, System of a Down, Evanescence e Radiohead que a gente ouvia na época, baixei alguns jogos que eu jogava na época (Xenosaga, Burnout e alguns outros) e coloquei no PS2 que eu achei por um preço ridículo numa feira de rua. Assisti Anjos da Noite e Oldboy, dois que eu lembro de ver naqueles tempos. Domingo eu estiquei a ida à feira e fui até o curso de inglês que frequentávamos juntos, refiz o caminho de lá até casa onde os pais dela moravam. Antes que perguntem, não, eles não moram mais lá. Sei disso porque a casa apareceu à venda há muito tempo.
Foi um fim de semana agridoce. A esposa me achou meio para baixo, eu revirei horas no travesseiro antes de conseguir dormir. Segunda de manhã, indo para o trabalho, eu já estava mais sossegado. Cheguei à conclusão que havia uma enorme possibilidade daquilo tudo ser um baita mal entendido, que aquela mulher sequer era ela. E que eu provavelmente jamais a encontraria na minha vida. E me preocupar com algo tão inatingível era sem propósito algum. O fato de eu ter tentado encontrá-la no Facebook por horas sem sucesso só reforçava isso.
Eu conhecia apenas um dos seus sobrenomes, mas ela não aparecia de forma alguma. Tentei com sobrenome aleatórios algumas boas 20 vezes, devo ter aberto mais de 200 perfis. Nada. Nem sinal.
Mas eu queria falar com alguém sobre aquela história, então decidi me abrir com um amigo do trabalho que é bem gente fina e em quem confio. Passei o almoço contando a história e depois ficamos uns 40 minutos discutindo o assunto. A conclusão dele foi a mesma da galera daqui: "Caralho, como você não falou com ela? Dava um oi, chamava pra conversar".
Falei para ele também que estava começando a duvidar de mim mesmo. Ela estava com uma aparência tão mais velha e nós temos a mesma idade, eu dizia. "Cara, classe média baixa, dois filhos com 20 e poucos anos, voce nem sabe se ela é casada ainda ou não. Às vezes virou mãe solteira e está numa luta fodida".
Quando voltamos para o trabalho, fiz mais uma rodada de pesquisa no Facebook. Talvez fosse uma memória embasada do passado, talvez fosse só uma coincidência, mas eu cismei com o sobrenome Ferreira. Não era o sobrenome que eu sabia com certeza, só um chute que ficava martelando a minha cabeça. Parte de mim dizia que era confusão. Eu tinha uma amiga com o mesmo nome dela é Ferreira no sobrenome, provavelmente estava só confundido as coisas.
Nesse processo, aprendi que o Facebook te dá resultado diferentes para a mesma pesquisa quando você a faz de tempos em tempos. E logo depois desse desabafo, como se falar em voz alta fizesse ela se materializar, ela apareceu. O mesmo rosto de 12 anos atrás, o mesmo sorriso, os mesmos olhos. Minha mão tremeu no computador, levantei para pegar um café é uma água. Respirei fundo, e voltei para ver o resultado.
No começo, senti um misto de alívio e decepção. Ela parecia exatamente como 12 anos atrás, então não era possível que aquela mulher que encontrei na semana passada fosse ela. Abri o perfil e comecei a ver as fotos, os filhos, a pouca vida dela que aquela janela mostrava. Quando abri uma foto mais recente da linha do tempo, a verdade voltou com um soco no estômago: eu realmente a encontrara. A foto de perfil era antiga, mas as mais recentes não deixavam espaço para dúvidas. Eu tinha esbarrado com ela.
Chamei meu colega de trabalho para tomar um café e mostrei as fotos no celular. "Se você não me dissesse que ela tem a mesma idade que a gente, eu nunca ia acreditar em você. Ela parece uns dez anos mais velha, mas era a menina bonita antigamente". E fez a pergunta que eu já estava fazendo mentalmente. "Porra, uma porrada de foto com a família e os filhos, mas e o pai?".
A resposta eu encontrei na lista de amigos dela. Percebi que tinha amigos em comum com outra pessoa da família que tinha o mesmo sobrenome, um amigo farmacêutico que começara a trabalhar em uma farmácia perto do ligar onde trabalho. Era perfeito. Liguei para ele dizendo que queria trocar uma ideia, mas ele tinha acabado de ser transferido para outra unidade da rede para cobrir uma unidade. Com um fogo no cu absurdo, larguei o foda-se no trabalho, peguei um Uber e fui para lá.
No caminho, eu já não sabia bem o que estava fazendo. Eu ficava vendo e revendo aquelas fotos no celular no caminho, lembrando mais e mais dela. É engraçado lembrar de uma pessoa com quem você teve um relacionamento tão profundo e tão curto há tanto tempo. Às vezes eu não sabia bem se eu estava lembrando de alguma coisa ou se eu estava fantasiando, se estava extrapolando algumas memórias.
Fuçando o Facebook dela - curtidas, comentários, gostos, fotos - eu via que ela era exatamente o que eu imaginava. Uma pessoa extremamente simples, de família de classe média baixa, com um estilo de vida simples, bem família e discreta. Os filhos pareciam ser o primeiro lugar em tudo.
Encontrei meu amigo por volta das 16h e subi para a sobreloja da farmácia. Ele vivia falando que o trabalho dele era um marasmo absurdo e tudo que ele fazia quase o dia inteiro era ficar no segundo andar jogando 3DS e como ele estava prestes a comprar um Switch só por conta disso. "Queria ter esses problemas no meu trabalho", brinquei.
Esse meu amigo não é super próximo, mas nos conhecemos há uns 15 anos e crescemos na mesma vizinhança. Apesar de não ser o tipo de pessoa para quem eu desabafo, é alguém em quem eu confio demais. Contei para ele a história toda. "Porra, mas achei que você e XXXX fossem felizes. Vocês têm uma vida tão tranquila". A gente é, eu expliquei. Na verdade eu sou feliz para caralho com a minha vida conjugal, "mas essa ogiva nuclear me fodeu completamente. Pelo menos nesse fim de semana".
É aqui que a história dá uma guinada um pouco para pior. Meu amigo farmacêutico é o tipo de cara que está a cada semana com uma mulher diferente. Os namoros nunca duravam muito. Ele é pintoso e gente fina, então é o tipo de cara para quem chove mulher. E uma dessas mulheres era prima dela, uma mulher com quem ele saiu até por bastante tempo (quase seis meses) dentro dos parâmetros dele.
Ele não lembrava os detalhes, mas ela ficou "falada" na família por conta da crise no casamento. Casou nova, passou para um concurso público que pagava bem mal, mas pelo menos era um emprego garantido, e teve um filho logo no primeiro ano do casamento. No começo, parecia conto de fadas: os dois colegas de escola casam, passam em concursos públicos diferentes (naquele boom de concursos que rolou entre 2005~2010) e têm dois filhos bem rápido. Aos 22 anos, eles já tinham a vida "feita" para alguns padrões.
Mas isso não durou muito. Meu amigo farmacêutico não sabia dos detalhes, obviamente, mas o cara se arrependeu de ter casado tão cedo. Ela largou a faculdade para se dedicar aos filhos. Ainda assim, faltava tempo para cuidar dos dois. Ela largou o emprego público também para se dedicar às crianças e virou dona de casa em tempo integral.
"Ela passou em um concurso público de primeira, eles achavam que ia ser fácil entrar em órgão público mais tarde, quando as crianças estivessem maiores". Burrice do caralho, pensei. A procura por concurso público cresceu vertiginosamente e as vagas minguaram. Agora até os concursos mais bundas tinham altíssima concorrência.
Aparentemente, boa parte da família foi contra. A gente está falando de uma família de classe média baixa de um subúrbio bem quebrado. Para eles, aquela vaga no emprego público era a garantia de que ela teria estabilidade para a vida toda. Ela insistia que o marido tinha um emprego melhor e que eles economizariam tendo ela como dona de casa.
Passaram algum tempo juntos dessa forma, mas o cara ficou de saco cheio. Meu amigo não sabe se chegou a acontecer traição ou não, mas ele enjoou daquela vida. Achava que tinha casado muito cedo, que não tinha aproveitado a vida. Que os dois se precipitaram, que ele não tinha vivido. Que ele não queria ficar preso naquela vida desde tão cedo.
E meteu o pé.
Na família, segundo meu amigo, rolava um misto de pena e revolta com a menina pelas decisões dela. No final das contas, ela voltou para a casa dos pais, entrou em depressão e passou a viver em função dos filhos. Ela não conseguiu terminar a faculdade e jamais a reatou por causa deles também.
Caralho.
No caminho para casa, eu fiquei pensando o quanto aquilo era triste e curioso. Triste por razões óbvias. Curioso porque ela viveu o meu sonho. Sei que pode parecer besteira, mas meu sonho sempre foi casar e ter filhos cedo. Eu nunca fui um cara muito da pegação - até porque, como já disse aí, sempre tive a auto-estima muito baixa - e sempre quis ter uma família, meu sonho sempre foi ter filhos. E eu queria curtir os meus filhos o máximo que pudesse. Imagina você com 32 e um filho de 10 anos? Quanta coisa gostosa você não ia poder compartilhar, viver junto? Acho que o passar do tempo torna o abismo entre as gerações cada vez maior, o que dificulta essa aproximação entre pais e filhos. Em tempo, é só uma opinião pessoal. Não tenho filho, então não tenho muita voz nisso e posso estar redondamente enganado.
Ela viveu o meu sonho, mas tudo deu radicalmente errado. Hoje eu entendo como deve ser problemático casar cedo. Eu casei com 26, o que muita gente já chamaria de cedo hoje em dia. Mas caralho, casar aos 20? Eu precisaria ter certeza absoluta de que estava com uma ótima pessoa ao meu lado, mas é difícil a gente chegar a essa conclusão tão cedo. A maioria das garotas com quem saí entre meus 18~22 anos jamais estariam na minha lista de possíveis esposas hoje em dia. Algumas são minhas amigas até hoje, mas a grande maioria ganhou pensamentos e posições que vão contra quase tudo que eu acredito.
Tentei imaginar a vida dela agora. 32 anos, dois filhos, divorciada, sem faculdade e depois de largar um emprego público, morando na casa dos pais. Os posts e fotos dela no Facebook tem um quê de agridoce. Parece haver um amor incondicional pelos filhos e pelo desenvolvimento deles. Mas ao mesmo tempo parece haver uma triste por não ter aproveitado a vida. Encontrei até um post antigo em que ela nunca tinha andado de avião e sonhava em conhecer a Europa, postava fotos dos lugares que gostaria de viajar, lia livros sobre eles.
Eu sei que isso pode soar paternalista, mas tudo isso me pesava muito o coração. Me dava vontade de ir lá, de mudar a vida dela, de levá-la para Paris, Roma, Praga, Porto, as poucas cidades que visitei nas vezes em que fui para lá. Me dá vontade de correr para encontrá-la, abraçar, ficar com ela, conversar, qualquer merda.
Mas aí eu caio na realidade. Cá estou eu, casado, relativamente estabelecido, vivendo super de boa até sexta-feira. E se eu puxar uma conversa no Facebook para encontrá-la, chamar para um café pelos velhos tempos e falar que fiquei sem jeito de puxar papo com ela quando a vi na praça sexta-feira? O que eu vou dizer?
Depois de explicar porque saí do curso daquele jeito, 12 anos atrás, vou falar que era completamente apaixonado por era e que estava me sentindo feito um adolescente agora? Será que não vou adicionar mais um arrependimento para a lista dela, partindo do princípio que ela talvez também sentisse algo por mim à época? E se não sentia, de que isso serviria?
E não sei as consequências que vê-la pessoalmente podem ter. Sim, ela parece bem mais velha e o tempo não foi bom com ela. Mas eu ainda a acho linda e sinto um aperto no coração idiota toda vez que olho para as fotos dela no Facebook. Eu tenho medo de aparecer, me mostrar como algum exemplo da felicidade e bom senso (sim, já escutei de amigos meus que tenho a vida "perfeita demais" por conta do meu bom senso em geral, apesar de eu achar que tenho uma vida ok, só pautada pelo "pensar antes de fazer") que apenas acentue as más escolhas dela. Eu tenho medo de não aguentar e fazer merda, de estragar um casamento que vai bem para caralho.
Ela está aqui, a um clique de distância, e não sei o que fazer. Nem se devo fazer alguma coisa.
TL/DR: achei a menina no Facebook depois de chutar dezenas de sobrenomes diferentes. Ela está divorciada, largou um emprego público e parece estar numa fossa fodida. Eu não sei se devo fazer alguma coisa ou deixar esse feeling morrer e continuar vivendo deixando esse fuck up de ter sumido da vida da menina para trás.
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